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 Resident Evil - Raccoon's Nightmare

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MensagemAssunto: Resident Evil - Raccoon's Nightmare   Dom Set 16, 2007 10:29 am



Parte I – Raccoon City, 1998.

Diferentemente do que todos pensavam, Raccoon era uma cidade bem desenvolvida, embora estivesse num local não tão favorável. A Umbrella Corporation era a principal empresa da cidade, sempre movimentando milhões de dólares, e trazendo cada vez mais estrangeiros para a cidade. A Umbrella fazia pesquisas farmacêuticas e exportava seus medicamentos e produtos para outros países, além de abastecer Raccoon e algumas cidades vizinhas. Todos aqui levavam uma vida absolutamente normal, embora bastante agitada. O Raccoon Journal era um dos principais prédios da cidade. Havia também a R.P.D., que possuía um dos mais brilhantes grupos táticos do país: a S.T.A.R.S. No fim da tarde, o movimento já não era tão grande. A maioria dos habitantes já estava em suas casas. Alyssa Ashcroft não fazia parte desse grupo. Ela estagiava no Journal até mais tarde, para tentar conseguir uma promoção. Estava no último andar do prédio digitando uma coluna do jornal, quando viu um tumulto do lado de fora, na rua. Algumas pessoas caíam no chão, outras gritavam de desespero, mas aparentemente não havia nada. Ela resolveu descer para ver mais de perto (provavelmente aquela seria a reportagem do dia), mas o elevador e o resto da cidade ficaram sem energia. Ela passou quase duas horas lá dentro, no escuro.

- Ei! O que está havendo aí?! Eu quero sair! Socorro! – ela gritava sozinha.
[...]
- Eu não vou ficar aqui até mais tarde! Meu turno acaba agora! Fique você aqui! Ora, não há nada pra fazer, não vê que a cidade inteira está sem energia?! – dizia Kevin, entrando no seu carro, saindo da R.P.D.

Kevin Ryman era policial da R.P.D., mas não por opção. Ele já foi reprovado duas vezes na prova da S.T.A.R.S., sem falar que tinha um gênio muito forte e sempre que possível fazia o que queria. Estava dirigindo por uma rua quando viu uma cena muito parecida com a que Alyssa viu. Ele parou o carro, mas percebeu que as pessoas pareciam sufocadas, então achou melhor não sair. Ele não imaginava, mas 90% da população também estavam se sentindo sufocada.

- Droga! Por que você não fala nada! Alô?! – dizia David, quase quebrando o telefone na cabine. Ele nem suspeitava que seu chefe, no outro lado da linha, estava caído no chão, como morto.

David King era encanador há três anos, era muito estressado e detestava sua profissão. Ele estava numa cabine telefônica, quando viu algumas pessoas no final da rua, andando ‘com muita preguiça’. Eram umas quatro pessoas, e estavam se aproximando da cabine, quando David percebeu que elas não eram exatamente ‘pessoas’. Elas se jogaram contra a cabine, e estavam pálidas e com a pele descascando ou algo assim. David se encolheu lá dentro e ficou muito assustado, pois eles estavam com um olhar faminto. Mas que diabos aconteceu com eles?

- Tem alguém aqui?! – Claire perguntava no balcão de um bar, cerca de dois quilômetros de Raccoon, e ninguém respondia.

Claire Redfield era uma jovem garota que adorava motos, e estava a caminho de Raccoon à procura de seu irmão, Chris Redfield, que trabalhava na S.T.A.R.S. Ela parou numa lojinha em um posto de gasolina, para comprar água. Ela resolveu atravessar o balcão, pra ver se realmente não tinha ninguém. Ela entrou nos fundos da loja e viu uma senhora caída no chão, gemendo muito. Claire tentou ajudar a senhora a levantar, mas a mulher agarrou o braço dela, tentando comê-lo. Claire se esquivou rapidamente e ia saindo da loja, quando dois homens, no mesmo estado da mulher, estavam tentando quebrar o vidro da porta. Claire tentou pegar uma cadeira para jogar na porta, mas de repente, vários tiros foram disparados contra a porta, matando os dois homens.

- Você está bem, moça? – disse um homem vestido de policial.
- Sim... Acho que sim... – disse Claire. – quem é você?
- Meu nome é Leon Kennedy, estou a caminho de Raccoon... Está indo pra lá também? – disse ele.
- Sim... Mas eu... – Claire foi interrompida.
- Vamos sair daqui! Aquele caminhão vai explodir! – disse Leon, puxando-a.

Pouco tempo depois o caminhão e todo o posto de gasolina explodiram. Leon e Claire entraram no carro e fugiram. Enfim, chegaram a Raccoon.

- Mas que raio de lugar é esse? O que aconteceu? – disse Claire.
- Não sei, mas o rádio não funciona... Precisamos ir a R.P.D. para comunicar isso a alguém... – disse Leon. – O que veio fazer em Raccoon?
- Eu estou procurando meu irmão, Chris... Ele trabalha na S.T.A.R.S. – disse ela.
- Olhe no porta-luvas. – disse Leon.
- É uma arma. – disse ela.
- Fique com ela, vai precisar mais do que eu. – disse ele.

Logo que terminou de falar, uma das aberrações saiu da parte de trás do carro, tentando agarrá-los. Leon pegou a arma das mãos da Claire e matou ele.

- Você está bem? – ele perguntou.

- Sim... – disse ela, nervosa.

Tempos depois, eles perceberam que um caminhão meio desgovernado estava se aproximando. Leon deu espaço para ele passar, mas o caminhão não saía de trás deles. De repente, já em Raccoon, eles entraram numa espécie de beco sem saída, e o caminhão, aparentemente não tinha mais freios, nem motorista, porque ele estava caído sobre o volante. Quando se aproximavam da parede, Leon pediu que ela pulasse do carro. Quando contaram até três, os dois pularam e o caminhão espremeu o carro contra a parede. Leon e Claire ficaram em lados opostos. Leon disse que iria seguir até a R.P.D. e pediu que Claire procurasse ajuda e o encontrasse na delegacia.

Na outra extremidade de Raccoon, na Hernest Bridge, uma mulher se encontrava ainda viva, no meio de um enorme congestionamento de carros batidos e “gente” morta. O carro dela, que havia batido em outro à sua frente, entrou em pane e travou todas as portas. A saída foi quebrar o vidro da frente, afinal, aquele carro não ia mais servir pra nada. Ada Wong saiu em direção ao fim da ponte, que ficava na entrada de Raccoon. Nem precisa falar que no meio do caminho outras “pessoas” também tiveram a idéia de quebrar os vidros para saírem. Ela estava completamente desarmada, então achou melhor sair correndo. Quando chegou ao final da ponte ela se trancou numa loja e saiu pelos fundos para despistar os estranhos seres. Enquanto corria, ela bate contra alguém e cai no chão.

- Você está bem, desculpe, eu não te vi. – disse o homem. – Meu nome é Jim Chapman.
- Ada Wong... Estou bem. – disse ela, levantando. – Você é o único por aqui que está bem?
- Que eu saiba sim... Não sabe de quantos malucos já tive que fugir... – disse ele.
- É melhor nos juntarmos e procurarmos por mais alguém. – disse Ada.
- E quanto mais rápido melhor, já que a energia voltou... – disse Jim.
[...]
- Me tirem daqui! Jack! - gritava Cindy, trancada no depósito do J’s Bar. Ela era garçonete de lá, e nem imaginava que Jack, seu chefe, estava “morto”.
- Já estou indo! – gritava Kevin, que há horas procurava algum sobrevivente. Ele arrombou a porta e tirou Cindy de lá. Como ela não sabia de anda, ele explicou toda a história.

Ao chegar na R.P.D., Leon pegou algumas armas e munições, e teve a oportunidade de treinar sua mira num grupo de criaturas, e só então percebeu que os tiros só faziam efeito se fossem na cabeça. Ele ficou mais algum tempo esperando Claire, e como ela não chegava, ele foi embora, procurar mais alguém. A noite estava apenas começando, provavelmente mais gente tenha sobrevivido e provavelmente muito mais gente tenha sido vítima desse mistério... É esperar pra ver...


To Be Continued...


Última edição por em Sab Out 13, 2007 4:47 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Resident Evil - Raccoon's Nightmare   Dom Set 16, 2007 3:28 pm

Parte II – Mais ninguém?

- Olá! Tem alguém aqui?! – Alyssa procurava alguém, em meio ao prédio totalmente abandonado. De repente, ouviu uns gemidos. – Oi, quem está aí?

Um “homem” se aproximou lentamente dela, então ela percebeu que era um dos zeladores do prédio. Ele tentou mordê-la, mas ela viu que ele não estava bem e saiu correndo, descendo as escadas do salão principal e indo pra rua. Leon estava saindo da R.P.D., quando viu um morto-vivo diferente dos outros. Ele estava totalmente sem pele, tinha uma língua enorme, e detalhe, estava se arrastando na parede do prédio em frente. Ele resolveu atirar, mas percebeu que uma mulher vinha correndo para perto do monstro. Ele gritou para ela voltar, mas quando ela parou o monstro a viu e começou a ir em direção a ela. Leon correu e começou a atirar no bicho, e a mulher, Alyssa, entrou em um carro abandonado para se proteger. Enfim, Leon conseguiu matar a coisa, e foi ver como Alyssa estava.

- Moça... Tudo bem? – disse ele.
- Sim... Acho que sim... O que houve?! – disse ela, saindo do carro.
- Boa pergunta... Quando cheguei estava tudo assim... – disse ele, olhando ao redor.
- Tem mais alguém além de nós? – perguntou ela.
- Sim, uma garota que estava comigo. Houve um acidente e nós tivemos que nos separamos, mas acho que ela está bem. – disse ele.
- Sim... Mas três pessoas contra milhares desses monstros não é muito justo... – disse ela, pálida.
- Acredito que haja mais alguém... Você é? – disse ele.
- Desculpe... Alyssa Ashcroft... E você? – disse ela, ainda nervosa.
- Leon... Vamos por ali, pra ver se achamos alguém. Você está bem? Está muito pálida. – disse ele.
- Sim... Não é nada. – ela ainda tremia.

Claire estava meio perdida na cidade, então chegou próximo ao hospital e resolveu entrar, para ver se havia alguém ainda vivo ali. Ela entrou no salão principal, estava tudo vazio. Ela resolve ir até o elevador, verificar os outros andares, mas por precaução, deixou a arma pronta para atirar. Uma atitude muito bem tomada, considerando que cinco zumbis estavam dentro do elevador. Ela atirou, e quando matou todos eles, ela entrou e foi até o 2º andar. Chegando lá, não havia ninguém no corredor, mas tempos depois, eles começaram a sair das salas, então ela correu para a escada de emergência. Ela chega ao 4º andar e de repente ouve um tiro, que veio em sua direção.

- Ei! Calma! Eu não sou um deles! – disse ela, assustada.
- E como eu vou saber! – perguntou o homem, encarando-a.
- Olha bem pra mim... Estou ferida? Estou sangrando? Estou andando feito um sonâmbulo? Não! – disse ela, tentando desesperadamente provar.
- Me desculpe... Sou George Hamilton... Não sabe o que tive que passar aqui nas últimas horas... – disse ele.
- Eu imagino... Sou Claire Redfield. – disse ela.
- Sinto que ainda há sobreviventes, eu queria ajudar, mas essas criaturas... – disse George.
- Olha... Eu estou com muita pressa, tenho que ir até a R.P.D., mas não sei onde fica... Você sabe?! Se souber me diz, eu preciso ir... – disse ela.
- Eu sei... Mas por favor, me deixe ir com você... Não agüento mais passar nenhum segundo aqui... – disse ele.
- Tudo bem, uma pessoa a mais não faz mal... – disse ela, concordando. Quando eles desceram, encontraram um homem grande, atirando em vários zumbis.
- Saiam de perto de mim, seus montes de carne podre! - dizia ele.
- Mark! – chamou George.
- Quem é Mark? – perguntou Claire.
- Aquele cara! Temos que ajuda-lo. – disse ele, indo em direção ao homem.
- Dr. Hamilton! Que bom! Precisamos sair daqui... – disse Mark.
- Eu sei... Essa é Claire, ela vai nos acompanhar até a R.P.D. – disse George.
- Sim, mas... – Mark foi interrompido.
- Me deixem sair! Socorro! – gritava uma voz, em algum lugar.
- Ouviu isso? Onde você está?! – Mark tentava achá-la.
- Aqui! – disse ela, batendo na porta da sala de segurança.

Quando Mark abriu a porta, viu uma jovem, meio sufocada pelo calor lá dentro, mas que não estava infectada. Seu nome era Yoko Suzuki, e ela tinha “se perdido” do grupo da universidade que fazia uma excursão no hospital. Os quatro seguiram até a R.P.D., e mal saíram do hospital, vários mortos vieram atrás deles, mas não se aproximaram, pois eram muito lentos.

- Ei! Vocês! Estão bem?! – gritou Kevin, do outro lado da rua, falando com Alyssa e Leon.
- Sim! Tem mais alguém aqui? – disse Alyssa, se aproximando. – Esse é Leon e eu sou Alyssa, você achou alguém mais?!
- Sim, tem uma moça naquele bar... É melhor irmos pra lá. – disse ele.
- Não... Você pode ir Alyssa, mas eu vou procurar mais alguém. – disse Leon. – Kevin, você fica aqui com as duas.
- Muito engraçado... E eu perco toda a diversão... – disse ele, indo com Alyssa até o bar.

Leon foi andando pela cidade, não achou ninguém a não ser vários, vários zumbis. Estava quase sem munição, quando três cachorros, também zumbis, mas não tão lentos quanto eles, se aproximaram de Leon. Ele tentou fugir, mas eles o cercaram.

- Fique quieto! – disse uma voz feminina, atirando nos cachorros.
- Quem é você? – disse ele.

De repente, uma mulher muito atraente, meio indiana, chamada Ada Wong, se apresentou. Ela avisou que não havia mais ninguém na ponte, e nem nas ruas ao redor. Falou sobre Jim, e disse que ele foi até a estação de metrô, onde trabalhava. Então, ela e Leon seguiram até lá. Antes de irem, Leon passou em frente ao bar, para verificar se estava tudo bem. Cindy e Alyssa estavam sozinhas, Kevin foi até a R.P.D. verificar a situação lá.

- Aquele idiota! Eu senti que ele não ficaria aqui muito tempo... – disse Leon, com raiva.
- Não se preocupe, estamos bem, e ele prometeu voltar logo. – disse Cindy.
- Eu e Ada vamos até a estação de metrô. Não saiam daqui, e caso apareça alguma coisa, usem isso. – disse Leon, entregando duas armas.

Minutos depois que Leon saiu com Ada, Kevin voltou, trazendo George, Yoko, Claire e Mark. Parece que todos os que haviam sobrevivido, exceto David, já estavam juntos... Mas talvez houvesse mais alguém...
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MensagemAssunto: Re: Resident Evil - Raccoon's Nightmare   Sab Set 29, 2007 2:17 pm

Parte III – Uma vida, um segredo.

Algum tempo depois que Kevin chegou com os outros, Alyssa quis ir até o metrô, e Yoko, muito curiosa, foi com ela. Ao chegarem lá, parecia tudo vazio, considerando que a estação era sempre cheia. Mas Não demorou muito para “encher” novamente. Alyssa e Yoko eram muito inexperientes com armas, então preferiram correr. Yoko foi correndo pelos trilhos e Alyssa subiu as escadas até a sala de controle. Alguns zumbis que foram a trás de Alyssa bateram nos controles e um três começou a andar, lentamente. Ela viu que Yoko estava nos trilhos, mas um zumbi estava atacando ela. Alyssa desviou e correu até Yoko, mas as pernas da jovem estavam sangrando muito, então Alyssa ficou imóvel. Yoko estava sentindo muita dor e agora eram dois zumbis que estavam lá. O metrô se aproximava agora bem mais rápido, então Alyssa começou a gritar para yoko sair, mas as pernas dela estavam imóveis. Então, em questão de segundos, Yoko e os dois zumbis foram esmagados pelo metrô.

- Não! Não! Yoko! – Alyssa enlouqueceu. Não era a primeira vez que ficava imóvel diante de um problema, mas essa com certeza foi a pior de todas.
- O que você fez?! – Leon chegou.
- Eu... Eu não... – ela estava realmente muito nervosa.
- Ah... Esse é o problema... Você não fez nada! – ele gritava com ela.
- Você não entende! – disse ela, e saiu correndo.
- Volte aqui! – disse ele.
- Acho que está sendo um pouco duro... Ela nunca passou por isso. – disse Ada, chegando.
- Nem nós... Mas por acaso deixamos alguém morrer?! Estamos tentando resgatar os poucos que sobreviveram e ela faz isso?! – disse ele, inconformado.
- Se você não lembra... As pessoas sempre erram... – disse ela – Pelo menos uma vez, todos já erraram...
- Isso não é errar... É não tentar acertar... – disse ele, saindo em direção à sala de controle, de onde os zumbis estavam saindo novamente.

Depois de matar os zumbis, Ada e Leon voltaram ao J’s, e Alyssa estava lá chorando muito. Ada tinha combinado com Leon que não falariam mais sobre isso. Então Leon entrou e foi em direção a Kevin, pra dizer alguma coisa. Ada foi se desculpar com Alyssa.

- Olha... Está sendo difícil pra todos nós, e é claro que uns podem reagir diferentemente dos outros... Isso é normal. – disse Ada.
- Você não entende... Não tem nada a ver com isso... – disse Alyssa, soluçando. – Eu tenho hematofobia...
- Se for causar mal a alguém de novo, prefiro que cause a você mesma. – disse Leon, colocando uma arma em cima do balcão.
- Leon! – Ada tentou acalmá-lo. – Ela não tem culpa isso é um trauma.
- Mesmo? E porque ela não ficou aqui, onde não há sangue?! – Leon disse.
- Porque eu não esperava que aquilo acontecesse... – disse Alyssa.
- E afinal... Por que esse medo de sangue?! – disse Leon – Aconteceu algo de muito grave?!
- Não sei... Se ver sua própria mãe morrer de hemorragia interna nos seus braços for uma coisa grave... Então sim... – disse ela, saindo do bar.
- Cara... Eu não esperava isso de você... Não matou ninguém, mas contribuiu o suficiente pra que ela morra. – disse Kevin, decepcionado.
- Mais do que o suficiente. – disse Ada, olhando para o balcão, que estava sem a arma.
- É melhor eu ir atrás dela. – disse Kevin.
- Não... O que tiver que acontecer, vai acontecer... – disse Ada. – Ela não me pareceu o tipo de pessoa que se deixa levar por opiniões de outros...
- Mas ela levou a arma, não foi?! – disse Cindy.
- Mas não foi pra ela... Foi por ela... – disse Ada – Esse tipo de trauma traz muitos preconceitos, e não deve ser a primeira vez que alguém implica com ela por isso... Ela vai ficar bem.

Enquanto isso, Claire e George tinham ido até o Graymond Hotel, onde o prefeito estaria fazendo uma coletiva. Não acharam ninguém, a não ser os zumbis. Então os dois se separaram, George ia voltar pro J’s e Claire ia olhar outra parte da cidade. No caminho, George viu um cara correndo numa rua em frente. Como os zumbis não corriam, ele deduziu que o homem estivesse bem. Quando alcançou o homem, George se apresentou e descobriu que ele era David, o encanador que estava na cabine telefônica. Claire voltou à R.P.D., pois teve a leve sensação de não ter visto tudo. Quando chegou lá, Kevin estava no salão principal, examinando os corpos que ele já tinha matado.

- Oi! Eu consegui uns Keycards, temos acesso a outras salas agora. – disse ele, vendo Claire entrando.
- Ah, oi! Poderia me dar alguns, eu queria verificar o resto do prédio... – disse ela.
- Claro. Fique com esses dois, eles dão acesso às salas do 2º andar. – disse Kevin, se dirigindo a uma das portas trancadas. – Eu fico com essas daqui.
- Obrigada. – disse ela, subindo.

Kevin ainda teve que matar alguns zumbis lá dentro, e quando viu “um deles” atrás de uma mesa, apontou a arma.

- Não! Por favor! Não atire! – disse uma criançinha.
- Desculpe... Você está bem, garotinha? – disse ele, guardando a arma.
- Sim... Você viu meu pai? – disse ela.
- Não... Acho que não... Como é seu nome? – disse ele, ajudando-a a levantar.
- Sherry Birkin, meu pai é William Birkin, não o viu mesmo?! Eu queria muito encontrá-lo... – disse ela.
- Não... Eu realmente não vi... Mas vamos, eu vou te ajudar a procurar... – disse ele, saindo da sala.

Quando Claire chegou à sala da S.T.A.R.S., que por acaso já estava aberta, ela encontrou Leon, olhando uns papéis.

- Leon, que bom te ver! – ela disse, dando um abraço nele.
- Bom ver que você está bem... – disse ele. – Claire, tenho algo a dizer sobre seu irmão.
- Ah... O que é? – disse ela, baixando a cabeça.
- Ele está vivo... Mas está na Europa. – disse ele, confirmando o que os papéis diziam.
- Sério?! Isso é ótimo! – disse ela, sorrindo.

De repente, eles ouvem um grito de um homem.

- Será que é o Kevin?! Vamos sair daqui! – disse Claire, puxando Leon.
- Olha só quem eu achei andando por aqui... – disse Kevin, mostrando a garotinha.
- Ah!... Ainda bem que você está bem... Oi garotinha... – disse Claire, mais calma.
- Onde está o Leon? Viemos juntos pra cá... – disse Kevin.
- Ele foi pelo outro corredor, pegar a... – Claire não sabia o nome.
-... A Ada. Ada Wong. Ela também veio conosco. – disse ele.

Então, mais um grito foi ouvido.

- Meu pai, eu tenho que achar meu pai! – disse Sherry, soltando a mão de Kevin.
- Sherry! Aonde você vai?! – Kevin chamava.
- Não dá pra explicar, eu tenho que achar meu pai... – disse ela, indo embora.
- É melhor irmos atrás dela, não acha? – disse Kevin.
- Olhe, ela deixou cair uma coisa! – disse Claire, apanhando uma fotografia.
- Olhe atrás. “Do papai, para minha querida Sherry. William”. – leu Kevin. – e esse frasquinho?
- Não sei... William deve ser este na foto... E o bebê deve ser a Sherry, com a mãe. - disse ela, olhando para a imagem.
- Não acha que deveríamos ir atrás dela? – disse Kevin.
- Não... Vamos embora... Tem algo estranho acontecendo aqui... – disse Claire.
- Tem algo estranho acontecendo na cidade toda, Claire. – disse ele. – Guarde esse frasco.
- Não, pior... Tem algo bem mais estranho aqui. – disse ela. – Vamos procurar o Leon.

Depois que acharam Leon, todos saíram de lá. Enfim, todos menos Alyssa, se reuniram de novo do J’s. A noite parecia não passar, e cada vez tudo ficava pior... Bem pior...
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MensagemAssunto: Re: Resident Evil - Raccoon's Nightmare   Dom Set 30, 2007 3:52 pm

Parte IV – Mistérios

Mesmo depois de tudo o que ocorreu, todos ainda tinham esperança. Então eles resolveram criar grupos de busca pela cidade, para achar os possíveis sobreviventes mais rápido. Eles pegaram um mapa da cidade, e dividiram os lugares onde eles ainda não tinham ido. Leon, Ada e David foram para o norte da cidade, onde ficava o shopping. Kevin, Cindy e George foram para leste, onde fica o supermercado. Claire, Jim e Mark ficaram com o oeste, onde ficava o zoo da cidade. Quando chegaram ao Zoo, Claire e os dois homens encontraram tudo vazio, e meio escuro, já que algumas lâmpadas queimaram depois da queda de energia. Mas eles sabiam que não ficariam sozinhos muito tempo, já que as jaulas tinham sinais de arrombamento. Mark tinha pego uma arma altamente potente numa loja de armas, mas como ela tinha disparo único, era necessário juntar todos os animais (ou pelo menos a maioria deles, ou então os maiores). De repente, um leão e um tigre apareceram e Claire teve que matá-los com armas simples. Mark teve uma idéia. Subiu até uma plataforma, e enquanto isso, Claire e Jim ficaram lá em baixo, junto com os restos mortais do leão e do tigre. Com isso, eles atraíram vários bichos-zumbis e quando eles estavam se aproximando, Claire se pendurou debaixo da plataforma, mas Jim não conseguiu subir.

- Vamos Jim! – disse Claire. Ela não poderia ajudá-lo, pois se soltasse uma das mãos, cairia também.
- Não dá Claire! Não dá... – disse ele, vendo que vários bichos estavam realmente perto. Quando Claire subiu na plataforma, Mark atirou, matando os bichos que estavam ali e Jim.
- Jim!...Não! – disse Claire, muito triste. Ele foi a segunda vítima (dentre as que estavam juntas).
- Não se culpe Claire... Ele não ia durar muito tempo... – disse Mark, notando que Jim era um frouxo.
- Não pode estar falando sério... – disse ela, percebendo a frieza de Mark.
- Algumas perdas não são tão irremediáveis... – disse ele – E nessas condições, poderia acontecer com qualquer um... Mas vamos, não vimos os fundos do zoo ainda...
- É lá onde fica o aquário, né? – disse ela, temendo mais bichos.
- Sim... Mas eles não vão sair da água... – disse ele, indo até lá. Ao chegarem lá, viram vários bichos num aquário enorme, dividido em espécies... Tubarões, jacarés e peixes exóticos. – É melhor a gente deixar eles quietos... Não vão sair daí...
- Sabe... Você tem razão... É melhor irmos... – disse Claire, dando meio volta. Acontece que um leão veio muito rápido em direção a ela, e acabou derrubando-a na água, na parte onde ficavam os tubarões.
- Claire! Nade até aqui, vamos! – disse Mark, indo até a ponta e atirando no leão.
- Não! Jogue sua arma! Agora! – disse Claire.

Um tubarão veio em direção dela e tentou mordê-la, mas ela pegou sua faca, e começou a rasgar a pele do tubarão. Mark jogou a arma, mas algo a puxou para debaixo da água, e lá qualquer arma de fogo seria inútil. Ela começou a chutar e dar facadas nos dois tubarões que se aproximaram dela, então começou a tentar voltar à superfície, pois estava ficando sem ar. Ela então começou a nadar para a plataforma onde eles eram alimentados, e quando conseguiu alcançar o vidro que separava o aquário de tubarões do aquário de crocodilos começou a rachar, até que quebrou. Era incrível... A fúria que eles criaram ao ver carne viva. Claire subiu até a plataforma, que na verdade era um pequeno elevador, e começou a subir e atirar nos animais que estavam na água. Ela atravessou a ponte de metal e chegou até a outra plataforma, onde se encontrou com Mark.

- Você está bem? Eles te arranharam? – disse ele, preocupado.
- Não... Estou bem... – disse ela, ainda ofegante. – Tome sua arma.

Então eles pegaram suas coisas e saíram dali. Do lado leste, onde Kevin, Cindy e George estavam tudo parecia sob controle... Por enquanto. Antes de entrarem no supermercado, que era o local principal, eles resolveram conferir os apartamentos e casas ali perto. Nada de extraordinário, somente zumbis. Ao chegarem ao estacionamento do supermercado, eles tomaram cuidados, pois estavam ouvindo gritos que vinham lá de dentro. Os três entraram lentamente. Lá dentro tudo estava bagunçado, não tinha nada em seu devido lugar. Os vidros estavam quebrados e algumas prateleiras estavam no chão. Eles mataram alguns zumbis na entrada, então resolveram se dividir, mas Cindy, com medo, resolveu ficar com George, e Kevin foi sozinho pelo outro lado. De repente, uma prateleira caiu em cima de George e Cindy começou a gritar: um monstro enorme, sem pele e com o coração batendo do lado de fora do corpo apareceu atrás da prateleira, vindo em direção à garçonete. Kevin correu até lá e começou a atirar, mas os tiros pareciam inúteis, apenas atraíram a atenção do monstro. Ele começou a correr atrás de Kevin, até que ele ficou preso entre o monstro e várias prateleiras derrubadas. Então, alguém atrás do bicho começou a atirar com uma arma muito mais potente, e quando o monstro se virou, ele atirou bem no coração e o matou. Sherry, a garotinha, estava com o homem.

- Sherry! Você está bem? – perguntou Kevin, levantando-se.
- Sim... Kevin, esse é meu pai... – disse ela, olhando para o pai com muita pena. O homem estava totalmente pálido e praticamente sem forças, e de repente começou a sentir dores insuportáveis. – Ele está muito mal... Tem que levá-lo até a Umbrella.
- Filha... Deixe-me aqui... Vá... – disse ele, começando a gritar de dor. Ligeiramente, Kevin teve a sensação de que o homem começou a inchar, então pegou Sherry e os outros e saiu dali.
- Pai! Por favor... Não! – disse ela, nos braços de Kevin, saindo do supermercado.
- Sendo assim... Vamos até a Umbrella... – disse Cindy. – Talvez dê tempo de salvar o pai dela...
- Sim... Vamos... Pegue o carro, por favor. – disse George, ainda machucado, dando as chaves pra Cindy.

Depois que pegaram o carro, eles seguiram até a Umbrella. Já era 03h30min da madrugada, horário em que pelo menos uma pessoa de cada grupo deveria voltar ao J’s, para comunicar alguma coisa. George, que estava com um ferimento na barriga, resolveu ir para cuidar do corte, os outros ficaram. Ao chegar ao J’s, George só encontrou Claire e Mark, que voltaram para avisar da morte de Jim. Quando George contou sobre o pai de Sherry, Claire ficou com muita vontade de ir até a Umbrella, então resolveu trocar de lugar com George.

- Também estou muito preocupada com Leon, Ada e David... Eles não deram sinal até agora... E faz um tempão que estamos aqui... – disse Claire.
- Pode ir... Eles devem estar voltando... – disse George, dando as chaves do carro.

Quando Claire chegou à Umbrella, Kevin, Cindy e Sherry ainda estavam no salão principal, dando conta dos numerosos zumbis que estavam ali. Deu a impressão de que todos ficaram trancados, sendo infectados, e acabaram por se juntar ali. Seria mais fácil examinar o prédio assim. Claire ajudou aos outros, e depois que mataram todos, eles entraram nas salas do primeiro andar, mas só havia papéis de encomendas de remédio, carregamentos, nada realmente interessante. Então subiram ao segundo andar, onde ficavam as salas de pesquisa. Cindy e Kevin entraram numa das salas de pesquisa, Claire e Sherry entraram em outra, onde faziam análises por microscópio. A sala onde as garotas entraram era enorme, com vários aparelhos espalhados, e com uma saída que dava para outro corredor. A sala inteira tomava o 3º andar, onde havia mais aparelhos. Então elas subiram a escada de metal e atravessaram a ponte que havia no meio da sala, quando ouviram alguém gritando:

- Saiam daqui! Vão embora, estou avisando! Suas criaturas malditas! Fora! – gritava uma mulher. Ela veio em direção das de Claire e Sherry, e estava segurando um pedaço de metal bem afiado, até que olhou fixamente para a garotinha, largou o metal e a abraçou. – Filha... Que bom! Você está bem!
- Mamãe!... O papai não quis vir até aqui... – disse Sherry. A mulher, mãe dela, se chamava Anette Birkin, e também era cientista.
- Com licença... – interrompeu Claire. – Será que você teria alguma explicação lógica para o que está acontecendo nessa cidade? Não se preocupe com a mídia... Não existe mais nenhuma por aqui.
- Sei sim... Mas acredite... William não teve a mínima culpa... – disse Anette, querendo chorar. – Há dois anos nós e outros cientistas estávamos trabalhando na criação de um remédio revolucionário. Só que algum erro, proposital ou não, acabou alterando a fórmula do remédio, e quando nós o experimentamos em alguns pequenos animais, eles sofreram alterações, e estavam com uma espécie de vício por carne crua. Então isolamos as amostras do remédio, que na verdade se transformou num vírus, e abandonamos o projeto. Mas William estava inconformado, ele poderia ganhar fama com aquilo, então passou a trabalhar sozinho. Ontem à noite, nós discutimos, mas ele acabou injetando o vírus em si mesmo, fugiu e até então eu não o vi mais. Mas sinceramente, não faço idéia de como o vírus saiu da Umbrella... Acredito que algum dos outros cientistas que se envolveram no começo fez alguma coisa... Mas agora também está morto. Só se salvaram aqueles que não entraram em contato direto com o ar... Ou seja, uma minoria muito pequena.
- É impressionante... Realmente faz sentido... Só gostaria de saber por que alguém faria isso... Se iria acabar morrendo também... – disse Claire – Vai ver nem o causador de tudo isso sabia das dimensões do vírus...

Mal Claire terminou de falar, algo veio se arrastando pela estrutura da ponte, na parte de baixo. Parecia uma cobra gigante, e ela começou a subir até que se enrolou no teto, e começou a derrubar alguns dos canos da tubulação de ar. Sherry começou a gritar, então Cindy e Kevin vieram, mas não dava pra fazer nada, a cobra era enorme e eles não tinham munição suficiente para atacar, pois gastaram tudo na entrada, com os zumbis.

- Vamos! Saiam todos! – disse Kevin, abrindo a porta.
- Mamãe, vem! – gritava Sherry.
- Eu preciso pegar o antivírus, eu deixei ali! – disse Anette, correndo até o outro lado. De repente, a cobra começou a descer, derrubando um cano em cima de Anette. Quando a cobra chegou até a ponte, começou a quebrar a estrutura, derrubando Anette no andar de baixo.
- Mamãe! Não! Não! Mãe! – gritava Sherry, desesperada. A cobra começou a comer Anette.
- Vamos sair daqui... – disse Claire, segurando Sherry.

Lá fora, Sherry continuava gritando, mas eles acharam melhor não ficar mais no prédio e foram embora. Enquanto isso, no lado norte, Leon e Ada lutavam contra um exército de criaturas esquisitas, mas em compensação, eles ficaram com o maior número de armas especiais, já que a propagação do vírus começou naquela região, por isso reagiu com mais força nos que estavam lá. David estava rondando os prédios, fora do shopping, quando alguém muito forte dá um empurrão nele, e depois começa a urrar que nem bichos selvagens. David começou a atirar, mas estava muito escuro onde ele estava, então boa parte dos tiros não pegaram na criatura. Então, ele atirou, sem querer, num fio de energia, causando uma pequena explosão, iluminando uma criatura horripilante, com garras enormes, e extremamente fortes. Ele ficou encurralado na parede... O que vai acontecer?...

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MensagemAssunto: Re: Resident Evil - Raccoon's Nightmare   Sab Out 13, 2007 4:37 pm

Parte V – William...

Claire e os outros chegaram ao J’s, Mark e George ainda estavam lá, vendo o noticiário, que comentava sobre o incidente em Racoon, que foi relatado por cidades vizinhas. Na notícia dizia que grupos de resgate aéreo chegariam pela manhã, e como a cidade estava em quarentena, uma bomba nuclear marcaria o fim da cidade. Claire contou rapidamente o que aconteceu, e quando deu conta, percebeu que Sherry havia sumido. Eles procuraram pelo bar, mas o mais provável é que ela tenha fugido para a rua, ainda magoada pela morte de sua mãe. Enquanto isso, David estava totalmente encurralado pelo monstro que o atacara, e todas as balas que tinha já haviam sido gastas. O monstro se preparou para atacar, quando alguém, por trás dele, começou a atirar, com armas extremamente potentes, deixando o monstro de joelhos, quase caído ao chão. Como a pequena explosão do fio de energia já tinha acabado, apenas um corpo muito atraente foi visto por David. O monstro se virou contra a pessoa, então ela o atraiu para fora do prédio, até que o bicho agarrou o braço do desconhecido e ele atacou o monstro com três adagas, fazendo o bicho soltá-lo, e assim ele poderia atirar novamente, até matar o monstro. David saiu, e pegando sua bolsa, carregou suas armas, e ajudou a estranha pessoa a matar o monstro. Quando David finalmente conseguiu se recuperar do ataque, ele olhou para a pessoa, que estava com o rosto escondido na sombra, mas era uma mulher. Então, ela se aproximou dele, e quando seu rosto foi iluminado, David sabia que era alguém conhecido pelos outros.

- Você está bem? – perguntou ela.
- Acho que vou ficar bem... Você é a garota que os outros estavam procurando? – perguntou David.
- Não sei se eles estão realmente me procurando... Mas acho que sou quem você pensa... Alyssa Ashcroft, muito prazer. Como se chama? – perguntou ela.
- David King... Estou com Ada e Leon, mas eles estão no shopping. – disse ele.
- Leon... – disse ela, com os olhos cheios de raiva. – Aquele maldito...
- Eu sei, Eu sei... Ada me contou tudo... Mas acredite, ele não pára de falar em você... Ele está muito preocupado... Acredite... – disse David.
- Claro... Eu poderia matar mais alguém... – disse ela.
- Não... Ele realmente está se sentindo culpado e... – David foi interrompido.
- Alyssa... – disse Leon, chegando. – Você está bem?... Eu...
- David, venha... Vamos deixá-los a sós. – disse Ada, saindo com David.
- Por favor, me desculpe... Eu estava muito nervoso... Eu... Por favor, me perdoe... – disse Leon, meio sem jeito.
- O que você me falou foi muito, muito duro. Mas se tivesse sido um pouco mais gentil, só teria repetido o que muitas pessoas já me falaram... Eu não costumo ligar para o que os outros dizem, mas a Yoko... Aquilo não poderia ter acontecido em vão... Por um lado, suas palavras me deram mais força, e ficar sozinha nessa cidade realmente não é ideal para alguém com o meu... Com meu antigo problema... – disse Alyssa, olhando para Leon.
- Então... Você conseguiu... – disse ele, com um leve sorriso.
- Sim... Ainda estou furiosa com você... Mas obrigada... – disse Alyssa, com um sorriso.
- Que bom que está bem... Fiquei muito preocupado... – disse Leon. – Mas vamos, todos se separaram pela cidade em grupos, e já faz quase meia hora que deveríamos ter ido até o J’s para avisar qualquer novidade...

Então, os quatro saíram em direção ao J’s, mas ao chegarem lá só viram um bilhete, escrito por Kevin: “O Jim está morto. Descobrimos coisas sobre o vírus que destruiu a cidade, mas tivemos que sair porque Sherry sumiu... Por favor procurem também.”. Então, novamente, eles foram para a cidade, procurar pela garotinha. Já eram 5h25min, o sol já estava saindo no horizonte. Leon e os outros acharam todos dentro da escola da cidade, onde Sherry estudava. Já era tarde demais. Eles a encontraram lá, sozinha numa sala, mas ela havia sido mordida por um dos “alunos”. Ela chorava muito, e Claire foi a primeira a achá-la. Mais tarde, todos os sobreviventes tiveram que se ocupar com a grande quantidade de zumbis que estavam saindo das salas. Eram vários, e muitos deles eram transformados em monstros. Claire voltou rapidamente para a sala onde Sherry estava, mas começou a chorar, pois viu que Sherry já era um zumbi, e Claire seria obrigada a matá-la. Sherry se aproximava lentamente de Claire, mas ela não parecia reagir. Então, um grito, dentro da escola, fez Claire “acordar”. Quando ela saiu, se deparou com um homem em plena transformação. Seu corpo crescia aceleradamente, e ele estava ficando deformado. Os outros já haviam formado um paredão para atirar nele: William Birkin. Kevin o reconheceu, ao lembrar do homem do supermercado. Ele ainda estava meio consciente, e gritava por Sherry. A garota, e mais alguns zumbis que ainda estavam vivos, saiam para o lado de fora. Claire, ainda chorando, apontou sua arma lentamente para Sherry, mas Ada atirou primeiro, sabendo que Claire não iria conseguir. Claire caiu de joelhos, muito triste pela menina, e William passou a gritar mais forte. Não se passou nenhum minuto, quando seus olhos ficaram vermelhos, e por motivos óbvios, a primeira pessoa que ele tentou atacar foi Ada, mas nem ela nem os outros tinham munição suficiente para acabar com William, que parecia ser o mais forte dos monstros. Então, Leon e Kevin atiravam nele para distraí-lo, enquanto os demais fugiam para diferentes pontos da cidade, para buscar munição e proteção, até que o resgate chegasse. Cindy fugiu até um prédio onde ela, George e Kevin tinham ido antes, onde estaria segura, já que eles mataram todos os zumbis que estavam lá. Só que no meio do caminho ela encontrou vários cachorros, também zumbis, que tentaram atacá-la.

- Pra trás! Eu vou te ajudar! – surgiu Alyssa, matando os cães.
- Como você me achou? – perguntou Cindy.
- Leon me disse pra vir atrás de você, para evitar qualquer perigo... – disse Alyssa, sabendo que Cindy era incapaz de matar algum dos monstros.
- Pra onde você vai? Eu ia me esconder naquele prédio... – disse Cindy.
- Não... Vamos ficar andando... Fique atrás de mim e observe qualquer movimento ao redor. – disse Alyssa.
- Acho que já estamos longe o bastante. – disse Ada, do outro lado da cidade, falando com Mark.
- Sim... Estou cansado... Acho que alguém vai matar aquela coisa antes que ela nos encontre... – disse Mark.
- Gostaria de ajudá-los... Tenho quase certeza de que não vão conseguir... – disse Ada.
- Ah, meu Deus... Acho melhor eu voltar... – disse Claire, andando sozinha pela cidade.
- Não! Corre! Corre! – disse Kevin, correndo com Leon em direção à Claire. – O cara tá vindo! Nós não conseguimos, vai!

Os três correram, mas o monstro estava bem perto, até que caiu no chão, e ficou ainda mais deformado, e começou a correr para outro lugar. Claire, Kevin e Leon foram até a R.P.D. para tentar ligar pedindo ajuda, para que os reforços chegassem logo. Enquanto isso, Alyssa e Cindy chegaram a uma loja de caça, para pegar armas especiais. Estavam saindo, quando o monstro estava passando meio desnorteado pela rua. As duas voltaram para dentro e trancaram-se dentro da loja. Elas só não contavam com dois zumbis que também estavam lá. Os tiros atraíram a atenção de William e ele correu até a loja, mas as garotas se esquivaram entre as prateleiras e saíram pela vitrine, quebrando o vidro. Elas correram até um certo ponto, e Cindy começou a gritar, pois ele estava se aproximando. Elas atravessaram uma ponte, num pequeno lago na praça principal. De repente, Ada apareceu na outra ponta e com uma Rocket Launcher, explodiu a ponte, derrubando William na água. Ele ficou muito fraco e não conseguiu sair da água, e ficou afogado lá, mas não tinha morrido, ou seja, iria voltar. Então Ada e as duas garotas se apressaram e saíram de lá. No outro lado da cidade, Leon e Kevin esvaziaram o suprimento de armas da R.P.D. e saíram de lá a procura dos outros, para dividirem as armas. A primeira pessoa que encontraram foi George, que estava no hospital da cidade, refletindo sobre sua vida, caso sobrevivesse. Ele era um grande médico em Raccoon, e com a notícia da bomba nuclear, ele ficaria perdido, e se veria obrigado a ir para outro lugar. Temendo alguma surpresa ruim, Kevin e Leon o levaram embora dali. Eles achavam melhor que todos se unissem, assim derrotariam o monstro mais rápido. O Sol já clareava um pouco o que sobrou da cidade, eram 6h25min e eles finalmente conseguiram se reunir, todos eles, esperando que o monstro aparecesse. Estavam na Hernest Bridge (de onde Ada escapou no começo), esperando que o resgate chegasse logo, para que não tivessem que dar de cara com aquele monstro de novo. Uma pena, pois além dele, vários monstros começaram a aparecer, um a um. Como ainda estavam um pouco longe, eles se prepararam, em cima dos carros, para atirar. William estava bem mais deformado, e parecia estar bem mais veloz e maior. Ele veio com toda força por cima dos carros, para tentar acertar um deles. Veio em cima de Alyssa, mas estava tão rápido que os dois acabaram caindo na água. Ada sofreu um arranhão e caiu do carro, meio fraca.

- Ada! Você está bem? – disse Leon, levantando-a.
- Sim... Por favor... Não ligue pra isso... Ajude os outros... Eu... – Ada se sentiu mal, e ficou desacordada. Como ali estava muito perigoso, Leon saiu com ela, atirando nos monstros que estivessem a sua frente. George, David, Kevin e Mark continuaram matando os monstros, enquanto Cindy ficava escondida em um carro. O que vai acontecer com eles? E Alyssa?

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MensagemAssunto: Re: Resident Evil - Raccoon's Nightmare   Sab Out 13, 2007 4:50 pm

Parte VI – É o fim...

Alyssa, dentro da água, quase sufocada, tentava sair, mas William estava segurando seu pé, e a sacudia bastante. Claire desceu até a margem do rio, para tentar ajudar Alyssa, mas ela estava numa parte muito funda e Claire poderia morrer também se entrasse, considerando que nenhum tipo de arma funcionava dentro da água. Então ela esperou até que eles aparecessem, para dar um tiro em William. Alyssa tentou cortar a longa garra de William com uma faca, mas isso só o enfureceu mais ainda. Mas mesmo assim, devido à dor, ele a segurou com menos força. Ela chutou a garra dele e conseguiu por a cabeça para fora, para pegar um pouco de ar. Claire conseguiu vê-la, mas Alyssa estava muito longe e Claire estava com muito medo de entrar.

- Alyssa, tente trazê-lo até a superfície! – disse Claire, numa tentativa desesperada de salvar a amiga.

Alyssa voltou para o fundo e teve que ser bem rápida. Ela tinha duas facas, mas William tinha duas garras muito maiores. Mas ela era uma ótima nadadora, e o peso de William poderia atrapalhar bastante, além de seu corpo totalmente deformado. Ela nadou até a borda do rio, e ele a seguiu. Quando os dois saíram da água, Claire começou a atirar em William com uma arma simples, pois era a única que tinha. Mas ele estava tão forte e levou todos os tiros e continuou indo em direção a ela. Alyssa correu até eles e começou a rasgar William com sua faca, voltando sua atenção. Ele começou a andar em direção a Alyssa, que foi se esquivando dos ataques dele e usando suas facas da forma mais agressiva possível. Kevin, que já tinha eliminado a maioria dos monstros, resolveu ajudar Alyssa. Ele jogou um grande pedaço de metal, que fazia parte de uma carcaça de um carro quebrado, e embora leve, estava bem afiado na ponta. Ele jogou em direção ao monstro, mas para melhor impacto, Alyssa o empurrou com a mão, fazendo o metal entrar no coração de William. Ele caiu novamente inconsciente, e Alyssa ficou com um belo corte na mão. Depois, ela e Claire subiram até a ponte, onde George cuidou do ferimento de Alyssa, e Claire carregou sua arma novamente, e pegou outras mais potentes. Minutos depois, Leon chegou com Ada, que já estava melhor. Mark ficou com ela enquanto Leon, George, David e Kevin rebocavam o monstro, para levá-lo até a área de segurança máxima da R.P.D. de onde não escaparia. Chegando à prisão, eles o trancaram na área para bandidos com problemas mentais, pois ela possuía as grades mais fortes. George e David ficaram lá para assegurar que nada iria acontecer. Quando Kevin e Leon voltaram à ponte, Ada recebeu Leon com um abraço.

- Obrigada... Depois de tudo isso, você ainda teve paciência pra cuidar de mim... – disse ela. Logo em seguida, Leon a beijou.
- É o mínimo que eu poderia ter feito depois que você salvou minha vida. – disse ele.
- Que lindo... Mas esse não é bem o cenário pra essas ceninhas... – disse David, que não era tão romântico.
- Ele tem razão... Vão ter tempo suficiente mais tarde... Além do mais... – algo interrompeu Claire. Parecia que algo muito grande estava se arrastando pelo túnel de carros, a vários metros dali. Um monstro enorme, que não era William, estava quebrando todos os carros que estavam lá dentro para poder passar. Ele não fazia idéia que os sobreviventes estavam ali perto, mas logo sentiu o cheiro, e começou a ir em direção a deles. Todos desceram da ponte para impedir que ele se aproximasse, mas Claire ficou lá com Cindy, pois a garçonete estava passando mal. Mas não houve nada de mais, pois com todas as armas potentes que eles tinham, o monstro logo foi derrotado. Poucos minutos depois, eles ouviram e viram helicópteros, ainda bem longe. Kevin, Mark e Leon foram até a R.P.D. para avisar que o resgate estava chegando, mas não gostaram nada do que viram: grades retorcidas, deformadas por mãos que com certeza eram gigantescas. Mas pior mesmo, foi quando viram um corpo estendido no chão.

- George! – Kevin o reconheceu. – Aquele maldito... Vai me pagar...
- Cadê o David? – perguntou Leon. – Será que ele foi atrás do William?
- É mais fácil o William ter ido atrás dele... Vamos! – disse Kevin, saindo com Leon. – Ele com certeza foi pra ponte...

Chegando à ponte, Claire e Alyssa tinham saído, e o resgate estava esperando. Segundo Mark, as duas foram até a Umbrella, sozinhas. Os homens do resgate colocaram todos os que estavam ali dentro dos helicópteros, e enquanto cuidavam deles, esperavam os outros. Cerca de dez minutos, eles já queriam ir embora, mas Alyssa e Claire apareceram, com um frasco com um líquido verde, e armas bem diferentes.

- Essas armas são para emergências biológicas... Esse é o antivírus que Anette me falou... – disse Claire.
- Vamos agora... Se o tal homem foi perseguido pelo monstro, já deve estar morto. – disse um dos soldados.
- Não mesmo... Ninguém sai daqui... Vamos atrás dele. – disse Alyssa – Quem vai comigo?
- Eu vou... – disse Kevin, levantando-se. Leon, Claire e Ada também foram voluntários.
- Voltem! – disse David, correndo. Atrás dele, William, em chamas.
- O que diabos é isso? – perguntou Kevin, olhando abismado. – Ele pôs fogo no bicho?

David escalou a ponte rapidamente, mas William pegou seu pé e o puxou de volta. Devido ao impacto, David desmaiou. Kevin usou a arma biológica e deixou o monstro inconsciente durante alguns instantes. Ele estava totalmente diferente: estava com garras em todo o abdômen, e bem maiores. Kevin e Alyssa desceram com dois soldados para buscar David, mas paralisaram ao ver que William ainda estava vivo. Ele começou uma transformação incrível. Começou a inchar rapidamente, e se transformou numa espécie de sanguessuga gigante, sem braços, não podia caminhar, mas possuía uma língua enorme.

- Vamos! – disse um dos soldados. Kevin foi levando David com eles, e Alyssa tentou puxar Claire, mas ela olhava fixamente para o monstro, não com medo, mas com raiva. Parecia loucura já que o resgate estava esperando e ela tinha grandes chances de sair de lá viva, mas a memória de Sherry não a deixava em paz. A garota tentou por diversas vezes salvar o pai, e acabou morrendo pela arma que ele mesmo criou. Claire tinha o antivírus nas mãos, e poderia acabar com aquilo. Mas e se Anette estivesse mentindo? E se aquilo não fosse um antivírus e sim outro vírus? Ela estava suando e o monstro terminou totalmente sua transformação.
- Isso não vai acontecer! – disse Alyssa, puxando Claire.
- Já está acontecendo... – disse Claire, que tinha destampado o tubo com o antivírus. As duas ficaram imóveis, enquanto o antivírus sumia no ar.
- Saiam daí! Estão loucas?! – gritava Kevin, temendo que fosse outro vírus.

O monstro começou a gritar e sangrar. Se passaram alguns segundos e ele começou a inchar muito.

- É um vírus! Entrem nos helicópteros, elas estão infectadas! – disse um soldado, levando todos para dentro. Mal sabia ele que o monstro inchou totalmente e explodiu numa nuvem de poeira e restos mortais.
- Satisfeita?! Vamos! – disse Alyssa, que ficou meio suja.
- Sim... Mas isso não diminui em nada a minha dor... – disse Claire, chorando disfarçadamente.

Finalmente, as duas entraram num dos helicópteros e foram embora. Lá de cima, tudo parecia acabado, e a visão que se tinha da cidade era terrível. Durante toda a viagem até Nova York todos ficaram calados, como se estivessem refletindo sobre tudo o que tinha acontecido. Quando aterrissaram, foram levados a um hospital, onde foram tratados e passaram por exames químicos, para saber se deveriam ser mantidos em quarentena.

- O que vai acontecer?... – perguntou Cindy.
- Nada mais vai acontecer... Depois que lançarem a bomba, tudo estará acabado, e a partir de agora, vamos ter que procurar um novo rumo pra nossas vidas... – disse Kevin, meio desolado, já que não tinha para onde ir.

Depois de tudo o que aconteceu, de todos que morreram, de todos os derrotados, só um grande vazio iria ficar em todos. Vazio por não ter feito tudo que podia, por ter se deixado levar pelo passado, ou até por ter se esforçado o máximo e mesmo assim não ter conseguido nada. Raccoon seria destruída em duas horas, mas todos já estavam destruídos desde que um pequeno frasco foi aberto, acabando com uma cidade inteira. A única coisa boa em meio a tantas tragédias é que não havia mais perigo algum, pelo menos ainda não...

End Of Resident Evil – Raccoon’s Nightmare.
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