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 Explorers

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MensagemAssunto: Explorers   Dom Ago 19, 2007 8:03 pm


Parte I – A Viagem

- Ei, pessoal!...Tenho algumas novidades. Após algum tempo parada, finalmente achei algo que vai interessar e muito a todos vocês... – disse Abigail, entusiasmada.

- Eu só espero que realmente dessa vez tenha sentido... – resmungou Cathy.

- Antes que alguém fale mais algo, vou logo ao ponto... Estive pesquisando há algumas semanas e vi algo muito interessante... Um conjunto de peças, perdido pelo mundo, pra falar a verdade, estrategicamente espalhado, pelos 5 continentes...e são exatamente 5 peças... Fiquei intrigada, mas muito contente, pois os mistérios que rondam essas peças fizeram com que o interesse sobre elas fosse perdido ao longo dos séculos. – Abigail continuou – sinceramente estou fascinada.

- E se ninguém foi atrás delas, por que nós iríamos?!... Me desculpe, mas não to afim de correr riscos. – disse Eric, tentando se livrar da responsabilidade – A verdade é que prefiro estar parado e ganhando a mesma quantia que ganharia arriscando tudo.

- Dizendo isso você me faz perder a confiança... Mas, não vou ligar, a verdade é que estou tão interessada, que se não fosse minha idade, eu mesma iria atrás das peças.

- Abigail, inspirada nos tempos de caçada – Mas agora tenho essa equipe experiente (e preguiçosa) que fará isso por mim... Depois quero os três na minha sala, para acertar as coisas.

Cathy, Eric e Todd eram os únicos disponíveis na ProEarth no momento, mas em compensação eram os melhores dos melhores. Abigail Fránc os mimou demais, e agora querem ganhar dinheiro fácil. Mas eles não sabiam (nem Abigail sabia direito) o os esperavam...

- A primeira parada será em Pequim. – adiantou Abigail – Um guia os esperará e os levará a um povoado ali perto. Ele foi abandonado após disputas de terra no século passado, e uma das peças foi vista pela última vez, nas mãos de um guerrilheiro, Heng Katashi. As cinco peças formam a estátua sagrada de Khalif, um rei árabe que renegou o trono para viver uma vida miserável, e que por suas atitudes bondosa, foi idolatrado durante séculos, há muito, muito tempo. O pedaço que vocês irão procurar corresponde ao braço esquerdo e uma parte do tronco do Rei, e é feito de ouro, com detalhes de rubis e safiras, pelo menos foi o que eu achei sobre isso. Rondem todas os lugares e vasculhem tudo, mas tomem cuidado, não somos os únicos que procuram as peças. Há uma lenda falsa que ronda, dizendo que há um tesouro para quem achar as peças e montar a estátua, mas muita gente se ilude com isso...

- Pode deixar, nós sabemos o que deve ser feito! – disse Todd, como se estivesse entendendo alguma coisa.

- Hm... não me sentiria tão segura se fosse você – Abigail balançava a cabeça, num gesto negativo – Talvez aquelas redondezas não estejam tão abandonadas. Há alguns agricultores que tem terras por ali, mas como falei, não estamos caçando sozinhos.

Os três se retiraram, com suas passagens, para o vôo que sairia daqui a 3 horas. Não estavam tão seguros quanto pareciam, e nem confiantes. Eram habilidosos, mas não tinham nenhum tipo de defesa física. Era preciso mais alguém...

Depois de irem pra casa, feito as malas e embarcado nessa aventura nada previsível, eles chegam à Pequim, e encontraram-se com Adam Headler, contratado para acompanhar os três na busca da peça. Ele era forte e sério, parecia o tipo de pessoa que salvaria a pele dos pobres exploradores. Em um carro apropriado, foram em direção ao povoado de Hitseing. Ao chegar lá, tudo parecia estar contra eles (ou contra o medo deles): dia nublado, névoa, um silêncio ensurdecedor, casas abandonadas... e aquela excessiva solidão... que logo, logo chegaria ao fim...


To Be Continued...


Última edição por em Sab Ago 25, 2007 5:03 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Dom Ago 19, 2007 8:56 pm

Parte II – A Mulher Misteriosa

- Por onde começamos?... Abigail me deu umas fotos de um templo... acho que é aquele logo ali! – apontou Cathy.

- É, deve ser mesmo... Vamos dar uma olhada, mas pelo tamanho, acho que deve haver algum compartimento subterrâneo... – completou Eric.

- Ah, é mesmo?!... Se você não tivesse me falado eu nem saberia que isso já está escrito nas anotações da Abby...! – Cathy, provocando.

[barulho de folhas mexendo]

- Erm... Ouviu isso?... Não estava nas anotações da Abby... - Todd, olhando ao redor.

- Sim, é melhor ficarmos atentos, pode não ser só o vento... – alertou Cathy.

[alguém sussurrando em chinês]

- Oh!... Quem está aí?! – Cathy, tremendo.

Alguém muito rápido parecia correr ao redor deles, entre as árvores. Não dava para ver quem era, seja quem for, é muito bom no que faz.

- É melhor irmos para a cab... – Cathy não completou, pois o vulto, uma mulher, veio pra cima dela, e a deixou indefesa.

- Quem são vocês?! O que querem aqui?!...Digam! – a mulher gritava.

- Nós... Estamos procurando algo... Você... Deve saber... O que é – Eric falava devagar.

- A maldição... Ela os trouxe aqui... A tal peça... Eu sabia... – a mulher falava, cansada.

- E quem é você?! – perguntou Adam.

- Evelin Hysato... Não se preocupem – disse ela, liberando Cathy – Eu não sou problema pra vocês... Os problemas ainda virão...

- Então... Acho que posso perguntar quais são esses problemas... Você também quer a peça?! – disse Eric, mais calmo.

- Sim, mas não pra mim. Trabalho para uma agência secreta daqui. Alguns estrangeiros têm procurado a peça, pra vendê-la aos grandes mercadores, estou procurando para protegê-la... Quanto aos problemas, eles são os problemas – disse ela, apontando para manchas de sangue nas árvores – querem a peça a qualquer custo. Estão querendo fazer isso também?!

- Olhe – disse Cathy – não queremos a peça para nós, trabalhamos para uma organização que recupera artefatos,... Mas e se fossemos desse pessoal, você estaria morta agora.

- Acredite – Evelin deu um sorriso sarcástico – não corro esse risco.

- Então podemos contar com você, para nos ajudar? – Cathy, esperançosa.

- Sim, só aconselho vocês a não me enganar, não sou boa em perdoar ninguém – Evelin lançou a eles um olhar assustador – Mas não estou sozinha aqui. Do outro lado do campo tem um outro cara comigo, mas ele não vai ficar com a gente...

- Posso perguntar uma coisa? – disse Cathy.

- Tente. – Evelin disse.

- Seu primeiro nome é americano, certo?

- Sim, meu pai é americano e se casou com uma chinesa ao chegar aqui. Eles já tinham uma filha quando eu nasci, então fui rejeitada*. Fiquei num orfanato até os 16 anos, mas pelo meu comportamento violento, me mandaram para uma espécie de campo de concentração, fiquei lá até entrar na agência de que lhes falei... Por que estou dizendo isso? Nada de mais, saber disso não muda nada se forem aliados, e se não forem, posso assegurar de que não vão ter tempo de espalhar essa história para muitas pessoas...

E o sol ia se pondo, e o clima frio e sombrio estava aumentando... Junto com o medo, que agora crescera com a chegada dessa estranha mulher...
To Be Continued...


*Na China, devida à alta quantidade de habitantes, cada casal só pode ter um filho. O segundo e os demais são rejeitados.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Ago 25, 2007 3:49 pm

Parte III – Mais perto do que se imagina

Já era noite na vila, eles chegaram até o templo de que falaram e deixaram qualquer tipo de iluminação de fora, iluminados apenas pela luz da lua. Qualquer que fosse o tal inimigo, ele deve estar se preparando para a noite. Evelin subiu as escadarias e se isolou dos demais. Seu parceiro, Lee, ficou do lado de fora junto com Adam, para manter a segurança dos outros.

- Olhem aqui!... Acho que achei algo! – Cathy, falando baixinho.
- São pergaminhos? – perguntou Todd, apertando os olhos para enxergar na escuridão.
- Sim, mas estão muito velhos, só dá pra ler algumas coisas. Mas isso não nos impede de tentar ler, vai ver é do tempo das tais disputas que a Abby falou. – explicou Cathy.
- Achei umas espadas velhas naquele armário – apontou Eric – mas estavam tão enferrujadas que não vai servir pra nada.
- Servem sim!... Aquela aparição foi dormir sozinha lá em cima, e acho que ela não desceria por ‘tão pouca coisa’... Foi uma das conclusões que tirei dela. – disse Cathy, ajeitando seus óculos.
- Aqui não tem nada que vá servir... – disse Todd, lendo os pergaminhos numa fresta de luz.
- Deixe-me ver... – Cathy, tomando o pergaminho - Aqui têm algumas coisas relacionadas a lutas, falam vários nomes, acho que deveríamos pesquisar amanhã. Diz aqui que alguns povos fugiram pra outros povoados, mas os Ling foram atrás de todos e os mataram, o que acho uma informação muito aberta, os fugitivos bem que poderiam se disfarçar ou se espalharem por outros lugares...
- Você tem toda razão... – concordou Eric – esses Ling... Já ouvi falar... Pode confirmar pra mim... Era uma tribo de justiceiros ninjas, não eram?!
- Eram sim, – Cathy disse – se eles estivessem atrás de alguma coisa, fariam de tudo pra conseguir...
- E se esses caras que procuram a estátua forem “discípulos” desses Ling...? – Todd propôs.
- Não acredito... Os Ling eram da região, talvez estivessem, assim como nós, tentando proteger a peça, e esse outro povo é que fossem os ‘bandidos’. – explicou Cathy – Acontece que eles utilizavam a força pra proteger seus objetivos...
- Então isso nos dá a possibilidade de que a peça pode ter ido pra outro lugar, talvez até em outro continente. – concluiu Eric.
- Infelizmente sim – concordou Cathy – mas isso não acaba com as nossas expectativas. Assim como esse pergaminho, podemos achar outras coisas que nos levem até o destino final.
- Já são 3 da manhã... Quando amanhecer vamos procurar em todos os lugares, tanto a peça, quanto pistas sobre ela.
- Com licença. – disse Lee, entrando.
- Algo de errado? – perguntou Cathy.
- Não... Apenas vim buscar um pouco de água para mim e o outro homem.
- Ah... Achamos essa espada, acha que vai precisar? – lembrou Cathy.
- Não senhorita. – disse Lee, rindo – ainda não há perigo.

De repente ouvem-se uns barulhos, como facas atravessando alguma coisa... Ou alguém.

- Fiquem abaixados! – alertou Lee – são eles. Eve!

- Eles chegaram. – disse Evelin descendo as escadas.

- Fique aqui com eles, eu vou lá fora. – disse Lee, se preparando pra sair.

Quando Lee saiu, um monte de adagas estavam sendo jogadas contra o templo. Ele desviou de quase todas, tenho apenas uma atingido sua perna de raspão. As pessoas que estavam atacando estavam escondidas atrás das árvores e plantas, seria impossível tentar um ataque.

- Oh!... Adam está ferido! – disse Lee gritando.
- Ah meu Deus!... O que a gente vai fazer... Não vamos sobreviver! – Cathy, apavorada.
- Tenha calma, me deixe pensar. – disse Evelin, tentando se concentrar.

O barulho das adagas começou a diminuir, até que parou. Evelin saiu devagar. Adam estava caído no chão, sangrando. Lee havia sumido, provavelmente seqüestrado por quem atacou.

- Que ótimo!... Aí depois eles voltam e acabam com a gente sem nenhum trabalho! – Cathy ficou nervosa.
- Não... É exatamente o contrário. – explicou Evelin – Eles acabaram com aqueles que estavam nos protegendo, e agora vão nos deixar em paz, até encontrarmos a peça. Aí sim eles virão atrás de nós.
- E por que não mataram você? – perguntou Eric.
- Porque eu sou importante, posso achar a peça, pois conheço a região. E com vocês, será mais fácil, por isso me deixaram.
- Significa que temos que ter cuidado quando estivermos perto de achar a peça... – pensou Todd.
- Sim, e tomem cuidado... Eles ainda estão por perto. – alertou Evelin.
To Be Continued...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Ago 25, 2007 4:05 pm

Parte IV – Enigma

Após vasculharem toda aquela região e não acharem mais nada, todos seguiram o pensamento de Cathy e decidiram que a peça não estava ali. Depois de um dia totalmente perdido, o sol estava se pondo e eles ficaram acordados resolvendo para onde a peça foi levada. Já eram 7 da noite quando receberam um e-mail da ProEarth, mandado por Abigail.
“Olá! Desculpe a demora, tive que confirmar a informação antes de mandar. Mas um de meus informantes descobriu que uma peça com as descrições da nossa foi vista num intercâmbio em Taiwan, e um grupo de mercadores estão com a peça agora. Espero que tenham coragem, pois esse grupo é conhecido por ser traiçoeiro, por isso peçam ajuda a Adam.
Boa Sorte,
Abigail Fránc.”

- Ah... Legal... Agora se não formos mortos pela ‘gangue das adagas’ vamos ser mortos por mercadores mafiosos... Dá pra acreditar?! – disse Todd.
- Nada de mais... Ela disse Taiwan, certo?... Então vamos até lá. – Evelin tentou simplificar.
- Já que não é mais necessária a nossa presença aqui, vamos embora. – disse Eric, pegando as chaves.
- Ah, cara!... Viram isso?! – disse Todd, confuso.
- Nossa!... Que nojo! – disse Cathy.

O que eles tanto admiravam era uma camada alaranjada ao redor de um dos cortes no corpo de Adam, como se algo tivesse reagido com o sangue.

- Ah... Preciso ver isso. – disse Todd, abrindo sua maleta.
- É... Será bom mesmo. – concordou Evelin.

Após algum tempo examinando o sangue, diagnosticou-se que um tipo de ácido pouco comum teria sido derramado ou ingerido por Adam.

- Ingerido, com certeza! – afirmou Eric.
- E o que você supõe? – perguntou Cathy.
- É... É melhor irmos logo embora... Eu conto no caminho. – disse Eric, meio nervoso.

E assim eles saíram da vila e chegaram até Pequim, depois de umas 3 horas de viagem. Abigail disse que telefonaria para o agente de viagem responsável. O vôo dos 4 (que seriam os 3 exploradores e Adam, mas agora com a Evelin no lugar dele) sairia dali a 4 horas, o suficiente para descansarem um pouco... O suficiente para Eric dizer o que pensou.

- Olha... Posso estar errado, mas em toda viagem não consegui pensar em algo mais lógico do que isso... – começou Eric – Eu penso que... Talvez... Alguém invadiu o templo antes e trocou a água pelo tal ácido.
- Deixe-me ver... Está querendo dizer que alguém entrou sem que ninguém visse e por livre e espontânea vontade, trocou os líquidos?! – Evelin dizia, desconfiada – Ah, claro... E ele não fez nenhum barulho para quebrar as janelas... Nenhum barulho ao pisar naquele chão ruidoso... Seu idiota!
- O que?!... Mas, eu... – Eric tentou falar – Eu não pensei em algo mais lógico do que isso... E o que você supõe? Que um de nós tentou matar o cara?!...
- E aquele tal de Lee... – suspeitou Cathy.
- Lee não faria isso. – disse Evelin – Já convivo com ele há quatro anos e ele tem um comportamento único, não faria isso. E mesmo que quisesse, não teria motivo. Ele tem um ótimo emprego, era o que ele queria.
- E além do mais ele estava lá dentro quando jogaram as adagas. Vai ver tinha alguma coisa na lâmina delas. – afirmou Todd.
- Sim, é uma explicação simples, porém, deve ser isso mesmo... – Evelin aceitou.
- Você... Sempre tão direta e precisa, agora se prende a uma afirmação simples que nem essa... Muito estranho... – Cathy falava.
- Você não sabe nada de mim. Posso fazer as coisas do meu modo, mas tenho de reconhecer quando o outro está certo. – Evelin dizia irritada.
- A questão é... Quem fez isso e por quê? – Eric pensava alto.
- Eu... Tenho a impressão de que talvez não venhamos a descobrir... Pelo menos por enquanto... – completou Cathy.
To Be Continued...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Ago 25, 2007 4:27 pm

Parte V – O Beco dos Mercadores

- Pra onde temos que ir agora? – disse Todd, meio perdido.
- Os mercadores, todos eles, ficam no subúrbio. É lá que temos que procurar. – disse Eric.
- Não falta pouco, é melhor se trocarem. – disse Evelin.
- Trocar?... O que tem de errado com o que estamos usando? – disse Cathy, se olhando.
- Tudo. Estão vestidos como típicos estrangeiros. Além de chamar atenção, vão atrair gangues digamos ‘ racistas’. Vistam roupas escuras, de preferência um casaco longo, todos aqui se vestem assim. – disse Evelin, ajeitando sua roupa preta.

Após alguns minutos, todos estavam sombrios o bastante para circular ali sem chamar muita atenção. Os mercadores de lá, usavam capuzes e lenços para se esconderem, pois fora dali, eram cidadãos comuns, com famílias e empregos justos. A verdade é que nenhum dos exploradores imaginava que a cidade fosse tão misteriosa. Aquela parte da cidade, era suja e escura: casas juntas, um cheiro de peixe por todos os lados, bicicletas artesanais, pessoas querendo vender seus produtos de má qualidade, e por último, um beco, onde você poderia encontrar desde seu anel de casamento até a estátua perdida de um faraó famoso: o Beco dos Mercadores. A verdade é que quase ninguém das redondezas sabia daquilo, para todos, era mais uma gangue que vendia drogas.

- E a gente vai entrar aí... Sem saber quem vai estar nos vigiando... – Cathy dizia apreensiva.
- Quem entra aqui procurando algo de valor, e tem dinheiro necessário, já tem proteção suficiente para sair vivo. – Evelin simplificou.
- Vamos por partes: temos 200.000 euros para negociar. Eles provavelmente não têm mais a estátua. Vão nos empurrar milhares de outras coisas para darmos dinheiro a eles. Não vale muito a pena. – Eric, pessimista.
- Vamos por partes: temos dinheiro, precisamos da peça, e se ela estiver aqui, vamos comprá-la e acabar logo com isso. Se vocês não vão entrar, me dêem o dinheiro e eu vou lá sozinha. – Evelin disse, olhando para os três.
- E deixar você lá sozinha? – disse Eric – Vou com você.

Cathy queria ficar lá fora, e segurou Todd para ele não entrar também. Eric e Evelin entraram. Tinha um número razoável de pessoas lá dentro, era até estranho por se tratar de um local tão particular.

[homem falando coisas em chinês]
[Evelin respondendo]

O homem se virou e começou a mexer na sua mercadoria. Revirava tudo, como se ela tivesse prometido muito dinheiro. Depois, foi falar com outros mercadores.

- E aí? – disse Eric.
- Ele disse que não sabe se ainda está aqui. – dizia Evelin, impaciente.

[o homem volta, resmungando em chinês].

- Não tem mais. Um homem levou a peça há uma semana. – traduziu Evelin.

[Evelin e o mercador conversando]

- Outros vieram antes de nós, procurando a peça. Eram estrangeiros ricos, um deles usava um casaco de pele, era gordo, branco e de grandes olhos azuis. E um outro era chinês, que segundo o que ele disse, parece com o...
- Com o...? – incentivou Eric.
- Não... Não pode... Não pode ser verdade. – Evelin estava pálida – Vamos embora.

Ao saírem dali, Evelin não disse nada até que entrassem no carro. Ela parecia ter visto (ou lembrado de) um fantasma.

- Mas afinal... O que aquele cara disse? – Eric estava curioso. Nada até agora abalou tanto Evelin.
- Ele... É como se ele tivesse descrito... O m... Meu superior. – disse Evelin, nervosa.
- Tipo... O seu chefe... O cara que cuida da agência? – Eric tentava entender.
- É... A cicatriz, as roupas... Tem que ser a mesma pessoa! – Evelin dizia – Mas... É tão estranho...
- Viu? Eu disse que eles tinham algo a ver com isso... – disse Cathy, convencida.
- Vai ver não tenha. Como a gente comentou tem várias outras possibilidades. E além do mais, vai ver subornaram o chefe dela ou ameaçaram de fazer um mal à população ou coisa assim. – pensou Todd.
- Haha... Meu superior se importar com o povo? Seria mais estranho ainda. – Evelin explicou – Não sabe quanta vontade estou sentindo de achá-lo e mandá-lo para a cadeia.
-?! – todos os outros não entendiam.
- Esqueçam... Agora, mais do que nunca, vamos até o fim com essa história. – disse Evelin.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Ago 25, 2007 5:16 pm

Parte VI – Um Pesadelo Real

O grupo se hospedou num hotel, para pensarem no que iriam fazer e descansarem para o próximo passo.

[alguém batendo na porta]

Ninguém respondeu. Bateram mais umas duas vezes, sem retorno. Era Eric, tentando falar com Evelin. Ele concluiu que ou não havia ninguém lá, ou ela estava querendo ficar sozinha. Mas querendo mais respostas, ele insistiu, até que abriu a porta devagar e a viu sentada no final da cama, quieta.

- Oi... Algum problema? Eu bati, mas você não respondeu... Achei que... – Eric foi interrompido.
- É melhor sair. – disse Evelin, com uma voz mais fechada.
- O que você tem? – Ele insistiu.
- Você não entendeu? Cai fora! – ela gritou, e virou-se para ele, com os olhos cheios de lágrimas.
- E o que vai fazer, me matar? – Eric a desafiou – Está exausta. Só quero que me explique aquilo que disse, estão todos confusos.
- Mesmo? Tudo bem. Se for pra você me deixar em paz, eu falo. – Evelin cedeu – Como já falei, fiquei durante uns tempos numa espécie de exército, depois que saí do orfanato. Na época, Chong Kiev era apenas um dos instrutores, mas era o mais rígido e detestável. Nos tratava como bichos, até que um dia, foi falar comigo num tom muito diferente do normal. Me pediu para entrar na ‘sociedade’ dele. Eu já estava cheia daquilo, era superior a todos e me tratavam igualmente. Achei que seria bom, já tinha ouvido falar da agência dele, e que era muito boa. Quando cheguei, ótimo, pessoas do meu nível, um treinamento mais experiente, tático, mas tudo isso foi reduzido ao nada, depois que... Depois que ele passou a dar uma atenção especial pra mim.
- Ah, cara, ta falando sério? – Eric dizia, com nojo – Quer dizer que ele abusou de você?
- Durante cinco malditos anos. – Ela dizia, com uma lágrima de ódio caindo em seu rosto – Ele me dava todos os tipos de privilégios, mas o valor que ele cobrava, eu jamais, escute bem, jamais ele vai me pagar de volta, nem com a vida dele.
- Olha... Achei que não fosse tão sério... Desculpe se te fiz lembrar disso. – Eric dizia sem jeito.
- Tudo bem... Agora saia, quero ficar sozinha. Quero pensar no que vamos fazer, e especialmente, no que eu vou fazer com aquele imundo. – disse Evelin, agora mais calma.

Depois que saiu, Eric achou melhor não comentar nada daquilo com os outros. Cathy agora, estava mais segura do que nunca de que Lee realmente era culpado. Todd ainda tinha algumas amostras que pegou, e, para sua decepção, não havia vestígios do ácido em uma das adagas que pegou. Se Lee realmente estivesse envolvido, seria por consideração a Kiev? Ou havia mais algo... Naquele momento, estavam todos cansados, mas mesmo assim, era impossível dormir, com tantas perguntas sem respostas...
De repente, um grito comprido é ouvido por todo o prédio. Eric e Todd saem dos quartos e procuram por Cathy, que seria a mais indefesa. Ela estava na cama, como se não tivesse ouvido nada e continuasse num sono profundo. Quando eles ficaram de frente a ela, perceberam a poça de sangue que havia se formado no chão, e uma mensagem: “Queremos a peça, o seu tempo está acabando”. Parecia um filme de terror. Evelin chegou por último, foi direto à janela em busca do assassino, mas não tinha ninguém pelas proximidades. Todd disse que ela ainda estava respirando, porém estava muito fraca, talvez não demorasse muito pra morrer. Ela levou um corte profundo que provavelmente perfurou um de seus órgãos. Não havia mais esperanças, o tempo estava acabando e se nada fosse feito, mais um iria morrer. Como Evelin disse, eles estão muito perto, e só estão esperando acharem a peça, para atacar de vez...

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MensagemAssunto: Re: Explorers   Dom Ago 26, 2007 6:56 pm

Parte VII – A Peça de Khalif (Final)

Ao chegarem próximo ao hotel, Evelin e Eric olhavam atentamente para ver se não havia nenhum segurança na entrada, mas por vias das dúvidas, escolheram entrar pela entrada de serviço, onde não havia ninguém àquela hora. Quando entraram, subiram pelo elevador mais próximo. Já haviam três seguranças a menos, o principal agora era descobrir o que eles sabiam sobre a peça. Estavam perto da porta quando alguém surgiu atrás deles.

- Vocês não vão querer entrar aí. – era Lee.
- Lee!... Você fugiu, estava aqui? – Evelin perguntou, aliviada.
- Não, estava num outro quarto, reservado para quem eles pegassem. – disse ele, meio fraco.
- É melhor deixarmos ele no carro. – disse Eric.
- Não. Lee, você fica aqui enquanto nós dois entramos lá. – disse ela, andando em direção à porta.
- Não! Pelo menos agora não. Vamos embora, descobri uma coisa. – disse ele, puxando Evelin de volta.
- Tudo bem, pelo menos da próxima vez já sabemos por onde entrar. – disse Evelin.

Depois que voltaram à agência, Lee foi para a enfermaria e Evelin e Eric ficaram esperando ele do lado de fora da sala, para contar o que ele tinha descoberto.

- Eles já sabem onde está a peça. O comprador era um senhor, uma espécie de samurai, talvez um descendente daqueles Ling. Ele comprou a peça e a escondeu. Mas um estrangeiro gordo que provavelmente é o chefão dos outros o pegou, e o fez dizer onde a pedra estava. Está numa gruta, num rio um pouco afastado da cidade. O local exato eles não sabem, temos que procurar, de preferência amanhã de manhã, o mais cedo possível. – disse Lee.
- Já deve saber que Kiev está com ele, não é? – disse Evelin.
- O que? O Kiev? – disse ele surpreso – N... Não... Como foi isso?
- Eles o subornaram, mas isso é outra história. Se o que você diz realmente é verdade, descanse e amanhã bem cedo iremos atrás da peça. – disse ela, saindo da enfermaria – vou avisar ao Todd.

Todos descansaram aquela noite. Já parecia tudo parcialmente resolvido. Os seguranças do Difkhin já não eram problemas. Lee estava de volta, não havia mais chance de uma ‘troca’ entre ele e a peça. Mais do que nunca, todos queriam a peça de volta, para vingar os maus tratos de Kiev e a morte de Cathy. No fim da madrugada, eles se prepararam pra sair. Estavam mais seguros, e mais dispostos. Entraram no carro e foram até o rio Kani em busca da peça.

- Deve ter uma gruta a leste do rio. – disse Lee, enquanto eles se aproximavam.
- É aquela! – disse Todd, alguns minutos depois, quando chegaram.
- Vamos entrar. Procurem em todos os lugares e examinem pra ver se acham alguma pedra falsa ou alguma passagem. – disse Evelin – e levem cordas, para o caso de uma escalada.

Ao entrarem, perceberam que a gruta era alta, e que havia diversas entradas. Lee não sabia onde era o local exato da peça, mas já estava no lugar principal, o que já era um grande avanço.

- Vamos nos separar. Todd, você vem comigo. Lee, vá com Eric por ali. – Evelin organizou os grupos.
- Sim, alteza! – brincou Eric.

Após alguns minutos, Evelin e Todd chegaram até o outro lado da gruta. Havia outro jardim lá, mas quando eles estavam prestes a sair, pedacinhos de pedra começaram a cair devagar, até que eles perceberam que havia uma fissura enorme próximo ao teto. Escalaram alguns metros e começaram a retirar alguns pedaços de pedra que estavam soltos. Acharam algo enrolado com um pano cinza escuro, da cor das pedras. Mas infelizmente, era uma pista falsa. Deveria haver várias outras espalhadas, já que quem escondeu era um samurai de uma linhagem respeitada na região. Lee e Eric acharam mais uma pista falsa, num beco sem saída, bem no meio da gruta. Estavam voltando para a entrada, quando um passo de som diferente foi ouvido por Eric. Eles cavaram, e após alguns centímetros de terra, finalmente, estava a peça.

- E é aqui que termina pra você. – disse Lee, jogando a cabeça de Eric contra a parede, fazendo-o cair desmaiado.

Evelin tentou fazer contato pelo rádio com Eric e Lee, mas não respondiam. Então eles voltaram à entrada e seguiram pelo caminho que os dois tinham ido. Após uma caminhada, eles encontraram Eric. Alguns minutos depois ele acordou, e percebeu que estava sem a peça [¬¬’].

- Foi o Lee! – disse Eric, se levantando com dificuldade – Cathy estava certa todo esse tempo.
- Eu estive pensando... Houve uma possibilidade. – Todd lembrava – Pouco antes de Adam morrer, Lee entrou para buscar água. Segundo as análises, o ácido seria facilmente confundido com qualquer líquido transparente, embora o gosto fosse bem mais forte, apenas um gole seria suficiente.
- Então o ácido reagiu com o sangue... Talvez Adam já estivesse morrendo quando o pessoal do Difkhin chegou. – disse Evelin.
- Isso. Então todo esse tempo Lee e Kiev estavam juntos nisso. – disse Todd.
-... E queriam que fizéssemos todo o trabalho pesado, tendo que procurar a peça... - Evelin parou – A peça! Temos que pegá-la de volta!
- Eu... Não vi pra onde ele foi... – disse Eric, meio tonto.
- Vamos logo! – disse Todd, colocando o braço de Eric em volta de seu pescoço, para andarem.

Os dois homens voltaram para a entrada e Evelin seguiu até o outro lado. Eles estavam saindo pelo jardim, Evelin quase teve que se jogar contra o carro. Quando eles pararam, ela avisou rapidamente aos outros que tinha achado eles. Ela teve que se desdobrar com os dois seguranças, mas o pior era Lee, que era tão bom quanto ela. Quando ela terminou com os dois seguranças, Lee saiu do carro, e quando ela já se preparava para começar a mais dura de suas brigas, outro saiu do carro: Chong Kiev. Para Evelin era demais. Ela se afastou, mas ele ia atrás dela. Lee esperou junto ao carro.

- E sempre vem você me atrapalhar. – disse Kiev.
- Não venha me ensinar quando aparecer, seu imundo! – disse ela, dando um soco na cara dele.
- Não esperava isso... – disse ele, com a mão na cara.
- Pois vai ter muito mais do que esperava. – disse Evelin, dando mais golpes contra ele. Só que Kiev era uma rocha humana, não parecia sentir tanta dor com os golpes de Evelin.
- Eve... Haha... A pequena órfã, que eu acolhi... Não devia me agradecer assim. – disse ele, lentamente.
- Ah, não? Pois deixa que eu agradeça. – disse Todd, chegando.

Os dois homens começaram a lutar, e Lee foi até Eric, mas ele não sabia que Eric estava armado, e depois de tanto esforço, ele morreu mediocremente, com uma bala na cabeça. Após alguns momentos de tensão, Kiev deixou Todd esgotado, então Evelin se aproximou.

- Então é assim que acaba. Não era o que eu esperava. – disse Kiev, limpando o sangue de sua boca.
- Mas é o que eu espero. – Evelin disse, enquanto pegava sua faca – Isso é o que eu sempre quis, maldito!

Após alguns movimentos habilidosos, ela conseguiu, finalmente, matar Kiev. Era inevitável perceber que ela estava chorando, mas era um choro de alívio, de felicidade. Eric pegou a peça que ainda estava com Lee. E assim, a primeira peça foi conseguida.

[...]

Dois dias após o ocorrido, Difkhin foi entregue à polícia ucraniana, e Evelin viajou com os rapazes até Londres. Abigail a recebeu, e a pedido de Evelin, deixou que ela continuasse com eles até que as cinco peças fossem encontradas. Um memorial foi feito em homenagem à Cathy, que o tempo todo esteve certa em relação à Lee. A parte da estátua de Khalif foi guardada a sete chaves na empresa, e Abigail deu uma ‘folga’ para o grupo, até que Eric ficasse bom o suficiente para irem para o próximo destino...
End of Chapter I.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 01, 2007 3:48 pm



Parte I – Fim do Descanso

Após um longo tempo separados, a próxima peça une novamente os três exploradores: Eric, Todd e agora Evelin. A parte agora seria a cabeça de Khalif, mas não haveria nenhum tipo de problema, pois ela estava guardada numa ilha no sul da África. A própria Abigail poderia ir buscar, mas ela teria que passar um longo tempo em um navio, sem falar que, naquela região, o risco de doenças era grande, então precisaria de um médico.

- Eric, Todd, vocês pegarão um vôo direto para a África. Evelin deve sair de Hong-Kong ao mesmo horário, então chegará primeiro e esperará vocês no aeroporto. Boa sorte, e voltem logo para continuarmos. – disse Abigail, entregando as passagens.

[enquanto isso, em Hong-Kong...].

- Não acredito que chamam isso de treinamento, eu nem estou suando. – disse Evelin, desviando facilmente dos golpes de sua tutora.
- Achei que ainda estava numa fase inicial, mas já que se acha preparada... – disse a mulher, aumentando a velocidade dos ataques e deixando Evelin mais apreensiva.
- Acho que eu deveria estar coordenando por aqui. – disse Evelin, derrubando sua tutora no chão e ajeitando o kimono.
- Muito bem. Disse que iria viajar, não disse? – disse a mulher, olhando as horas. – É melhor você ir.
- Claro, você não agüentaria mais um minuto comigo... – disse Eve, dando um pequeno sorriso.

Após tomar banho e se arrumar, Evelin chegou ao aeroporto bem na hora em que seu vôo foi anunciado. Como previsto, ela chegou cerca de 50 minutos antes dos rapazes. Ao chegar no salão principal, havia um africano à sua espera.

- Olá, bem vinda. Meu nome é KahnTore, serei seu guia enquanto estiver aqui. Onde estão os outros? – disse ele, se apresentando.
- Vão chegar daqui a pouco. Sou Evelin Hysato. – disse ela, num tom não muito cordial. Como sempre, Evelin era fria com desconhecidos.

Após algum tempo esperando, os rapazes finalmente chegam. Eric, que havia levado um golpe na cabeça, já estava totalmente bom. Todd passou todo esse tempo de descanso dando aula na Oxford.

- Então... Quando vamos embarcar? – disse Todd, ansioso.
- Olá pra você também. – disse Evelin, num tom sarcástico. – Só vamos embarcar amanhã, certo?
- É, iremos num navio de viagem, haverá muitas outras pessoas – disse Eric. – Como foi a viagem, Evelin?
- Cansativa, mas esperar vocês foi muito mais. – disse ela, se dirigindo ao portão de saída.
- Vamos ficar todos no mesmo hotel. Sairemos amanhã às sete da manhã e passaremos um dia e meio navegando. Espero que não enjoem fácil... – disse Kahn.

Durante parte da noite, eles analisaram algumas imagens da peça encontrada, que ficará exposta na ProEarth até que as cinco peças sejam encontradas. Depois dormiram cedo e no dia seguinte, seguiram ao cais, de onde partiriam.

- Bem vindos ao Frieze 32, ele vai levá-los direto à Ilha Khiman. – disse uma das agentes de viagem.

O navio era médio, mas confortável. Não havia separação em classes, todos ficavam juntos. Havia mais uns seis estrangeiros (provavelmente americanos ou europeus). O resto da tripulação era de moradores da região.

- Olá, será que poderia me dizer quando a viagem vai terminar, é que embarcamos de última hora... – perguntou uma moça à Todd.
- Vai durar um dia e meio. Realmente, a essa velocidade não dava pra esperar um tempo menor... – disse Todd, educadamente, mas entediado.
- Parece que está detestando essa viagem tanto quanto eu! – disse a mulher sorrindo. – Sou HeatherCollins, sou americana, mas moro na França. Aquele que está logo ali é meu marido, Jean Marquees.
- Sou Todd, moronaInglaterra. Aquelesalisão Evelin e Eric, meuscompanheiros de expedição. Nósestamosprocurandoumapeçarara.
- Nossamuito legal! Eu e meumaridoajudamos o povoafricano. Somosmédicos e periodicamentedistribuímos remedies para a populaçãomaispobredisseela.
- Muito bom. – Todd comentou.
- Bom, eu vou voltar pra lá. Obrigada. – disse ela, saindo.
- Quer suco? – disse Kahn.
- Não, obrigada. – disse Evelin.
- Ei, qual o problema? – disse Eric.
- Por quê? – disse ela.
- Não sei... Você é sempre tão fria, nunca quer ajuda... – disse ele.
- Eu estou bem. Você sabe... Meu passado não é muito animador. E, além disso, não estou vendo nada para rir. – disse ela.
- Na verdade... Tô tão entediado que seria capaz de pular agora mesmo e voltar. – disse ele, cruzando os braços.

Evelin deu um ligeiro sorriso, não pelo que ele falou, mas porque sabia que ele se importava com ela. Já é quase meio dia e ainda falta muito para chegar...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 01, 2007 7:27 pm

Parte II – Pior não pode ficar...

Já estava anoitecendo, o sol estava se pondo e eles iriam passar pelo trecho mais perigoso da viagem: o muro da morte. Muro porque havia uma grande parede de pedras debaixo da correnteza, mas nessa época do ano, a maré estava mais alta e só havia perigo devido a algumas nuvens que se formavam a frente: era o início de uma longa tempestade de inverno. Eles passaram meio inseguros pelo muro, mas correu tudo bem. Já estava escuro, a chuva estava muito forte e dava pra ouvir trovões ao longe. Os moradores estavam apreensivos, porque não costumava acontecer naquela época uma chuva tão forte. Os turistas, que estavam mais acostumados com tudo aquilo, iam tranqüilos, mas por estarem na água, estavam atentos.

- Espero que passe logo... – disse Eric, olhando pela janela.
- Está com medo? – disse Evelin, com um sorriso convencido.
- Eu?! Não... Só estou um pouco nervoso, nunca viajei de navio com um tempo desses. De onde eu vim mal chovia. – disse ele.
- “Atenção, vamos passar por um trecho danificado pela chuva, segurem e não se assustem, está tudo sobre controle.” – avisava o comandante, pelo rádio.
- Ah, é... Quando a madeira começar a romper e nós afundarmos, vai estar tudo sobre controle, afinal, a correnteza vai nos arrastar e estourar nossas cabeças numa pedra, mas nosso corpo estará inteiro para o reconhecimento. – disse Todd, reclamando da calma do comandante.
- E o que queria? Que ele fosse tão otimista quanto você? – disse Evelin.

De repente, alguns ruídos fortes foram ouvidos, como algo quebrando. O barco começou a tremer bastante.

- “Acho que batemos, não vai dar pra segurar por muito tempo, ponham os salva-vidas!” – gritava o comandante.

Foi aquele tumulto. Pessoas se esbarrando, crianças gritando, mães desesperadas, e pra terminar não havia salva-vidas o suficiente. Um pequeno grupo (cerca de oito pessoas) entrou num bote que havia. Os três exploradores estavam com a maioria, esperando informações novas do comandante. Não esperaram muito; logo eles sentiram que haviam batido em algo grande. O impacto fez com que todos (ou boa parte) caíssem e ficassem desacordados com a pancada. O bote bateu no navio, espedaçando-se e matando os oito tripulantes. Naquela noite, nada mais aconteceria, afinal, pior não poderia ficar...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 01, 2007 7:32 pm

Parte III – Enfim, estamos vivos...

- Ai, droga!... Não consigo mover meu pé, está preso. – resmungava Todd.
- Fique calmo, vou tirar você daí. – disse um dos tripulantes.

Depois do desastre na noite passada, tudo ficou esclarecido: o navio bateu numa grande pedra, na beira da praia, numa ilha. Parte do porão de carga foi esmagada. Todos que estavam no navio sobreviveram, porém alguns ficaram feridos, outros ainda estavam desmaiados. Boa parte dos sobreviventes já tinha saído do barco. Era uma ilha grande, e segundo os moradores, abrigava (ou abrigou) algumas tribos africanas. Depois de tanto tempo isolada do mundo, pois não tinha nenhum tipo de riqueza, a Ilha das Flores recebia visitas novamente.

- Já ouvi falar... Chama-se assim pela quantidade de flores raras que cresciam aqui no século passado. Muitos biólogos vieram investigar na época, e cerca de 30 espécies de flores silvestres foram descobertas. Com certeza havia mais, o problema eram as tribos que habitavam aqui. Elas brigavam umas com as outras, e com a chegada de estrangeiros, elas se revoltaram e provocaram um incêndio que destruiu toda a vegetação da parte norte, ou seja, do outro lado da ilha. – Eric dava aula.

- Então... Por que as flores não continuaram a crescer até hoje? – disse Heather, a francesa.
- Três motivos básicos: as mudanças climáticas ao longo do tempo, a falta de cuidados especiais para manter as espécies e as lutas que aconteceram depois do que eu falei. Quem sabe eles destruíram tudo depois. – disse ele, desapontado. – Todd iria adorar estudar as plantas daqui...
- Você viu a Evelin? Não a vi desde que acordei... – disse Todd.
- Descemos praticamente juntos do navio, mas não a vi mais depois daí. – disse Kahn.
- Escute... Não é melhor fazermos aquelas coisas que esses perdidos costumam fazer? Digo... Pegar toras de madeira pra fogueira, palhas para as cabanas... – disse Heather.
- Sim, ainda é cedo, mas é melhor nos adiantarmos. – disse Kahn. – Eric, venha comigo, vou chamar mais alguns homens. Todd, você fica aí cuidando dos feridos. Voltamos daqui a pouco.
- Olhe, lá vem a moça que você estava procurando! – disse Heather.
- Onde você estava? – disse Todd.
- Me poupe... Você não se importa tanto assim. Mas se quer mesmo saber, fui olhar ao redor e procurar comida. – disse ela.
- E achou? Tô morrendo de fome... – disse Todd, desanimado.
- Achei algumas frutas... mas preciso de alguém para ajudar a carregar uma quantidade suficiente pra todo mundo. – disse ela. – Você vem?
- Não, vou cuidar desses feridos. – disse Todd.
- Vou com você. – disse Heather. – Ah! Todd vá até aquele homem, pegar alguns remédios e curativos.

[...]

- Pegue aquelas palhas. Vou carregar essas toras até a praia. – disse Eric a um dos homens.
- Achei mais algumas, vai dar uma bela fogueira. Mas acho que deveríamos guardar algumas pra... – dizia um dos homens, que de repente parou.
- Que foi? – disse Kahn.
- Não ouviu? Tem alguma coisa logo ali. – disse ele, baixinho.

Os dois deram alguns passos a frente. Parecia o barulho de algum bicho, ou pessoa sussurrando. De repente o barulho aumentou, como se fossem vários deles. O homem pediu para voltar, mas um homem (ou animal) veio em direção dele e o agarrou violentamente. Kahn tentou solta-lo, o homem estava gritando, mas ao ver de quem se tratava, Kahn ficou imóvel, enquanto a criatura o levava por entre a floresta. Era algo impressionante. Mesmo depois de todo esse tempo, ainda havia uma tribo por lá. Era preciso avisar aos outros que já haviam percebido nossa presença, e que logo atacariam. Quando Kahn voltou à praia, avisou a todos, e ordenou que ninguém fosse até o meio da floresta, para nada. Tudo em vão: pelo menos para Evelin, aquilo só dava mais curiosidade. No fim da tarde, ela sumiu. Talvez para procurar pistas sobre a tribo, ou para caminhar rumo à sua morte...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sex Set 07, 2007 1:14 pm

Parte IV – A Ilha Canibal

Alguns minutos depois que notaram o sumiço de Evelin, Eric resolveu ir atrás dela. Ele estava meio nervoso, porque era noite, e por questões óbvias, o povo da tribo teria mais chances de atacar. Após uma caminhada, ele chegou próximo ao ponto onde houve o primeiro ataque. Começou a suar, embora estivesse frio, e nada da Evelin. Então ele tomou coragem e foi em frente. Andou mais um pouco, até ver umas luzes ao longe. Achou que deveria ser o local onde eles ficavam. De repente, uma mão o pegou por trás, quase acabando com sua respiração. Ele conseguiu se soltar e ia dando um golpe quando viu que era Evelin, suada e ofegante.

- Não ande mais nenhum passo, por pouco você não ativa uma das milhares de armadilhas espalhadas por aqui. Não ouviu o que o Kahn disse? Deveria ficar lá com os outros... – disse ela, brava.
- E você, ouviu por acaso? Por que eu tenho a obrigação de ficar lá e você não? Acha que é mais esperta que todos, não é? – disse ele.
- Pelo menos o suficiente para desviar de armadilhas... Além do mais, você devia ficar lá para proteger o resto. Se os canibais soubessem que nós dois estamos aqui, iriam direto para a praia. – disse ela.
- Erm... Canibais?! – disse ele, achando estranho.
- Ah... Você não viu o que eles fizeram com aquele cara que pegaram... Parecia até que fazia alguns anos que não comiam. Eram como leões comendo a zebra... Horrível... – disse ela, com nojo.
- Nossa... – disse ele, espantado.
- O que foi... Está com medo? – disse ela, sorrindo, só que dessa vez um sorriso sincero.
- Não... Só tive a certeza de que se eles me pegarem, não vou sair vivo... – disse ele, desanimado.
- Vamos embora, já sabemos o suficiente para ficar longe daqui. – disse ela, ajeitando a mochila nas costas.

Após algum tempo de caminhada, eles ouviram um grito, mais ao lado de onde estavam, e correram até lá. Era Mine, uma moradora da cidade de onde saíram. Havia um grupo de canibais devorando ela. Evelin tentou se aproximar, mas Eric a puxou, já era tarde demais. Estavam voltando quando outra parte do grupo que estava escondido impediu a passagem deles. Evelin pegou sua faca e Eric, sua arma. Eles subiam nas árvores e desciam como animais ferozes e um deles derrubou Eric, prendendo-o com o corpo. Dava pra ver aqueles dentes pontudos e sujos do sangue do último corpo. Com a classe que ainda lhe restava, ele puxou a arma e atirou nas costas daquele ‘animal’. Evelin tentava desviar dos pulos ferozes dos outros, e estava ocupada o suficiente para não ver que um deles se aproximava lentamente. Quando o bicho se preparava pra pular, Eric a puxou e eles correram, sem rumo. Eles corriam muito rápido, mas os canibais estavam se aproximando rápido demais. Eric parou para atirar, mas só conseguiu acertar dois dos sete que estavam atrás deles. Evelin só tinha uma faca, e se errasse estaria mais indefesa do que já estava. Então viu um tronco meio baixo de uma árvore, se segurou e, num giro de 360 graus, derrubou um deles. O ruim é que ela caiu no meio dos outros. Agora só faltavam quatro, e dois foram atrás de Eric. Ele mergulhou num rio que tinha na frente dele, e daí percebeu ser melhor nadador do que os canibais. Conseguiu afogar um deles, o outro, fugiu. Evelin estava encurralada numa árvore, enquanto os dois restantes se aproximavam. Não havia nada a fazer, a não ser lançar sua faca. A boa notícia é que acertou a garganta de um deles; a má notícia é que ainda faltava um. Evelin tentava correr para os lados, mas é como se ele soubesse para onde ela ia desviar. Eric estava se aproximando do canibal, mas ele percebeu sua presença e o agarrou, e ia dar uma mordida em seu braço quando Evelin pegou sua faca de volta e acertou o outro, liberando Eric.

- Que dupla, hein? – disse ele, exausto.
- Foi por muito pouco... Obrigada... – disse ela, deixando-se cair no chão.

Evelin ficou quase desmaiada de tanto cansaço, então Eric a levou até a praia. Lá não tinha acontecido nada, a mulher que foi comida, Mine, tinha saído para a floresta quando ouviu o grito, mostrando que foi outra pessoa que gritou. Kahn quis ir até a floresta procurar, mas Eric o aconselhou:

- Sinceramente, é melhor você ficar aqui. Você nem sabe e nem viu o que passei. – disse ele.

A noite ia terminando. Evelin só acordou no outro dia. Os demais sobreviventes estavam bem, e alguns deles fizeram o funeral de três corpos das pessoas do bote. Todd e Heather estavam ajudando os feridos, enquanto o marido dela transportava a comida para dentro do navio, onde ficaria menos exposta. Todos já sabiam do que tinha acontecido na noite anterior e estavam apavorados, havia tantos lugares onde eles poderiam ter encalhado, por que justamente numa ilha canibal? E o pior... Quase todos não tinham a mínima chance de defesa... Será que Eric, Evelin e Kahn dariam conta? Coitados... Não viram nem a metade...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sex Set 07, 2007 1:51 pm

Parte V – A Armadilha

O dia ia seguindo tranqüilo, quando chegou a hora do almoço. Na verdade, em qualquer uma das refeições só tinha frutas e peixes. A única diferença não estava na comida, e sim nas pessoas. Algumas delas não apareceram para o jantar, inclusive Jean, marido de Heather. Ele saiu de perto dos outros para buscar a madeira que tinha sobrado do dia anterior, mas isso foi há três horas atrás, ele já deveria ter voltado faz tempo. Heather, que sempre foi apegada ao marido, ficou muito nervosa, até mesmo porque não havia nada mais com o que ele pudesse se ocupar. Kahn e Todd foram atrás dele: acabaram por chegar a uma vila abandonada. Embora estivessem num território africano, a vila parecia bem estrangeira. Pequenas casas de madeira, provavelmente casas de temporada, uma delas com macas, talvez fosse uma enfermaria. Kahn lembrou do que Eric havia dito sobre os biólogos que vieram aqui no século passado, mas as casas com certeza não resistiriam esse tempo todo. Talvez houvesse mais alguém por ali. Eles continuaram olhando pelas casinhas e ouviram passos, mas também não eram os canibais, até mesmo porque não se ouviam os passos deles. Então os dois se esconderam numa das casinhas (exatamente a enfermaria), e esperaram, para ver se eles sairiam. Passaram-se uns 20 minutos e os homens conversavam lá fora. As casinhas não tinham porta, o que dificultava ainda mais a chance de ficarem escondidos. Dando uma olhada por uma madeira mal colocada, Todd percebeu que eles estavam vestidos como caçadores.

- Sabe o que eu acho? – disse ele – Que esses caras querem fazer experiências com os canibais. Sei lá... Até matar essa tribo.
- Não mesmo... – disse Kahn – Nem todos os caçadores do mundo seriam suficientes para acabar com essa tribo... Você viu, são bichos selvagens.

Mais algum tempo se passou e os caçadores foram embora. Kahn e Todd saíram e iam continuar a caminhada até os canibais, quando um tiro atravessou a perna de Kahn: eram os caçadores. Eles não tinham ido embora, apenas notaram a presença dos dois e se esconderam para uma emboscada. Todd foi arrastando Kahn por alguns metros, mas os caçadores logo os alcançaram.

- O que querem aqui? Quem são vocês? – perguntou um deles.
- N... Nós... Batemos ontem à noite... O navio encalhou e... – Todd ficou nervoso.
- E acharam que poderiam explorar pelas redondezas, não é? – disse o homem.
- Não... Mas já deve saber dos canibais, né? – disse Todd – Eles já mataram duas pessoas que estavam com a gente.
- Puxa... Que pena, mas eu não me importo! – o homem gritava. – E esses canibais estão nos seus últimos dias... E o que vocês estavam fazendo no nosso acampamento?
- Não leve a mal... Achamos por acaso... Estávamos indo até a tribo... Para investigá-los. – disse Todd.
- Hm... Muito bem... Dêem o fora! – dizia o homem, muito bravo – Sumam e não voltem mais para este lado, ouviram?!
- Não... Voltaremos sempre que for necessário. – disse Kahn, um pouco fraco.

Todd o puxou e eles foram embora. Quem quer que fossem aquelas pessoas, não estavam ali por coisa boa.

- Ainda temos que achar o Jean. – disse Todd.
- É... Aquela senhora entraria em pânico se dissermos que não achamos o marido dela. – disse Kahn.
- Acho que viemos pelo caminho errado e... – Todd pára. Ele acaba de pisar em algo. Talvez fosse uma armadilha. Ele ficou parado.
- Fique aí, vou dar uma olhada. – disse Kahn, andando com muita dificuldade.

Então um canibal se aproximava, e quando Todd virou para olhar, acabou tirando seu pé da armadilha e de repente... O corpo de Jean apareceu totalmente deformado pela armadilha, que já havia sido ativada antes.

- Ah, meu Deus! – disse Todd.
- Se abaixe! – disse Kahn, jogando sua faca no canibal. – Vamos embora, deve haver mais por aqui.

Quando chegaram à ilha eles deram a notícia de que Jean havia morrido. Heather desmaiou umas duas vezes naquela tarde, e não parava de chorar. Evelin e Kahn voltaram ao local e recolheram o corpo para o enterro. Cada dia que passava alguém estava morrendo, e além dos canibais agora havia aqueles caçadores. A noite estava chegando, mas para eles não significava nada, já que não dormiam, porque ficavam de vigia.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 15, 2007 3:47 pm

Parte VI – Seqüestro

No dia seguinte, que provavelmente seria tão tenso quanto os outros, Evelin e Heather foram buscar frutas na floresta. Heather estava muito assustada e ainda abalada, mas Evelin achou que saindo da praia elas se distrairiam mais. Elas pegaram várias frutas, e nada aconteceu, pois a parte onde estavam não era tão perigosa. Quando estavam perto da praia, Evelin mandou Heather ir embora e voltou pra floresta, para investigar os tais caçadores.

- Mas e se acontecer alguma coisa? – disse Heather, pensando no pior.
- Não vai. Não sou tão idiota quanto eles, para andar às claras. – disse Evelin. – Não se preocupe, eles não vão me ver.
- Espero que não vejam mesmo. Por favor, volte logo. Não suportaria que alguém mais morresse. – disse Heather.
- Olhe, estamos lidando com algo maior do que nós. Se mais alguém vai morrer ou não, não somos nós que iremos dizer, e sim a vontade dos canibais. E se tudo continuar piorando assim, creio que notícias ruins não vão parar de chegar. O que cada um tem que fazer é cuidar de si mesmo, para que nada aconteça. E ficar preocupada assim não ajuda. Tente relaxar e fique sempre com alguém, nunca sozinha. O máximo que você pode fazer aqui é salvar a si mesma. – disse Evelin, confortando-a.

Depois que Evelin saiu, Heather foi contar aos rapazes o que ela ia fazer. Todd quis ir atrás dela, mas Eric o impediu. Kahn também quis ir, mas Eric não queria que ninguém fosse.

- Vocês não entendem. Ela vai nos trazer respostas, e ela é experiente, não vai correr perigo. – disse Eric.
- Você só pode estar doido! Vamos soltá-la assim nessa floresta?! – Kahn dizia, indignado.
- Eric, por favor! Pára com isso! - disse Todd.
- Ninguém sai daqui! – disse ele.

Enquanto eles discutiam, Evelin já estava chegando ao acampamento deles. Assim como Todd e Kahn, ela encontrou o acampamento vazio, abandonado. Mas diferente dos rapazes ela não foi até lá, ficou vigiando durante algum tempo, mas eles não apareceram. Ela estava saindo para procurar em outro lugar quando algo beliscou seu braço. Ela pensou que era um mosquito, mas quando viu era uma agulhinha, com algumas penas na ponta que estava fora de seu braço. Ela já sabia o que ia acontecer e por isso ficou parada, até que desmaiou. Antes disso, Evelin pensou em Heather, que com certeza ficaria muito nervosa se algo grave acontecesse, e a última coisa que viu antes de cair foi alguém, um dos canibais, se aproximando dela.

- Não vou tolerar isso! Se ela não voltar em 15 minutos, alguém aqui vai pagar caro! – Todd gritou.
- Ninguém vai pagar por nada! Se ela não voltar, vamos ver o que iremos fazer sem ela! – disse Heather, quase chorando.
- Ela tem razão. Não há tempo para cerimônias. Além disso, duvido muito que aconteça alguma coisa. – disse Eric.

Os três ficaram discutindo, quando não perceberam que Kahn havia sumido da vista de todos. Ele foi atrás de Evelin, e como já era esperado, não achou nada. Agora o mais estranho era o fato de ela não estar lá. Por se tratar de um canibal, seria óbvio que Kahn achasse os restos mortais de Evelin, mas ela não estava lá, e nenhuma gota sequer de seu sangue. Afinal, o que teria acontecido com ela? Escapou ou teve outro destino?
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 15, 2007 4:13 pm

Parte VII – A Tribo Khalaman

- Ownn... Onde eu... Droga... Minha cabeça... – Evelin tentava lembrar. – O canibal...

Quando ela levantou e olhou ao redor, viu que estava numa espécie de calabouço, dentro de uma construção rochosa, talvez uma caverna ou montanha. Seus pés estavam amarrados por uma longa corrente, que lhe permitia andar alguns poucos metros. Havia restos de esqueletos ao redor, ou seja, ela não foi a primeira, e provavelmente não seria a última. Mas por que eles não a comeram? E por que ela não estava sendo torturada ou algo assim? Não que ela quisesse passar por algo assim, mas era sorte demais ainda estar viva. Mesmo que eles quisessem tirá-la de circulação para enfraquecer a segurança dos que estavam na praia, poderiam tê-la comido. O mais provável então era que estivessem preparando um ritual, e para isso iriam buscar mais alguém, para uma espécie de grande banquete. Como não tinha alternativa, ela ficou esperando que algum deles aparecesse. Algumas horas depois, veio um canibal, e diferentemente dos outros, não parecia um animal selvagem, embora estivesse bem sujo e maltratado. Ele prendeu os braços de Evelin com uma corda e soltou seus pés. Evelin foi levada pra fora. Ao chegar lá eles a conduziram até um alto poste de madeira, onde ela provavelmente seria pendurada. Mas eles apenas a amarraram lá, para uma possível tortura. Novamente, nada aconteceu. Eles continuavam suas vidas e nem pareciam se importar com ela. Eles agiam de forma completamente diferente, estavam calmos e trabalhavam muito, como escravos. Finalmente Evelin havia deduzido algo correto: minutos depois chegam os tais caçadores de que ela havia ouvido falar. É como se eles tivessem domado os canibais, e em troca davam animais mortos como alimento. Mas por que Evelin? A resposta era fácil. Evelin era a parte principal da segurança da praia. Sem ela, os canibais unidos aos caçadores iriam facilmente conseguir acabar com todos os sobreviventes. E por quê? Ora, por causa do navio, que embora estivesse quebrado, tinha madeira suficiente para construir uma embarcação menor para os caçadores, e assim os canibais teriam a ilha novamente. Por isso o ataque que eles fizeram a ela e Eric na floresta. Os outros mortos serviram para deixar os outros assustados e incapazes de tentar algo contra os caçadores. Sinceramente o plano perfeito. Domar os canibais foi a parte mais longa, mas os caçadores estavam na ilha bastante tempo antes dos sobreviventes. Evelin ficou espantada, pois eles agora pareciam estar se preparando para uma batalha, sendo que os sobreviventes talvez nem suspeitassem disso, e mesmo que ela se soltasse e chegasse lá, não daria tempo de preparar nada. Então o líder dos caçadores se aproximou dela.

- Não vou matá-los, como sou muito bom darei uma chance a eles. Vou pedir educadamente que cedam o navio para nós. Acha que irão aceitar? Eu vou lhe dizer: Nunca. E aquele navio não daria para uma embarcação grande o suficiente, então só um grupo irá sair daqui: o meu. – disse ele, dando uma risada maléfica.
- É melhor ir desistindo pra não se decepcionar. Sabe muito bem que quem ficar aqui irá morrer, e que esses canibais não vão permanecer obedientes para sempre. Além do mais, tem pessoas lá que querem muito mais que sobreviver... – disse Evelin.
- Hahaha... Evelin, Todd e Eric. Fizeram um estrago grande na China... Acha que eu não sei?! – disse o homem.
- O que?! Mas como sabe?! – disse ela, achando estranho.
- Sou um caçador, mas não de animais, e sim de recompensas. Enquanto procuravam uma das peças na Ásia, eu pegava uma aqui. Se passar pelos protetores dela foi a parte mais fácil. Enrolamos todos, e dias depois viemos pra cá, aonde ninguém mais viria... Se não fosse esse maldito acidente. – disse o homem.
- Eu não diria maldito... – disse Evelin, dando um sorriso maléfico – Sabe... Até que pode não ter sido tão ruim, apesar de tudo...
- Pelo menos não sou eu quem vai morrer amarrada a um poste de madeira. – disse ele, tentando mudar a situação.
- E eu por acaso vou?!... Pelo menos não dessa vez. – disse ela, que já havia se soltado há muito tempo.

Após alguns socos, os outros caçadores vieram pra cima dela, e os canibais ficaram esperando uma ordem. Evelin saiu do meio deles e saiu correndo em direção à floresta. Ela corria muito, seria impossível alcançá-la. Eric e Todd estavam no meio da floresta quando ela os fez voltar. Ela disse rapidamente que era uma emboscada. Eles chegaram à praia e foram direto ao navio, pegar armas. Quando saíram, os caçadores e os canibais estavam chegando lá. Kahn e Heather subiram com os outros até a plataforma do navio. Eles tinham munição suficiente para matarem mais da metade dos inimigos, por isso eles deveriam matar os mais fortes e deixar os fracos para o final. O que atrapalhava era que eles também tinham muita munição, e que a maioria deles era mais experiente. Façam suas apostas... Quem vai sobreviver?
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 15, 2007 4:22 pm

Parte VIII – Extinção

Os caçadores começaram a atirar, algumas mulheres que eram tripulantes foram atingidas. Os sobreviventes também atiravam, só que mais lentamente, para não perder munição. Tentavam atirar nos mais experientes, mas nunca conseguiam. Os canibais eram os mais atingidos, por isso alguns deles começaram a subir no navio, o que atrasava ainda mais. Passados 20 minutos, metade das pessoas (sobreviventes, caçadores e canibais) havia morrido, seja por tiros ou por mordidas, que era a principal arma dos canibais. O líder dos caçadores ainda estava vivo, e havia apenas mais uns três deles, que morreram em seguida, a munição dos caçadores acaba, e a dos sobreviventes também já está quase no fim. Se o líder dos caçadores morresse, provavelmente os canibais voltariam para a floresta e dariam tempo para que a embarcação fosse construída, e assim, tudo voltar ao normal. Alguns deles já haviam se escondido entre as árvores, então Evelin, numa tentativa desesperada, pulou do navio em cima do líder dos caçadores e enquanto caía, levou uns três tiros, mas conseguiu atingi-lo fatalmente. Ela caiu no chão, e os canibais começaram a ficar desnorteados, e então a maioria deles começou a subir no navio, atacando os que ainda estavam vivos e pegando os corpos. Eric desceu rapidamente, passando pelos canibais, para socorrer Evelin, que estava com muita dor.

- Evelin, fala comigo! – dizia ele, tentando animá-la.

Ela não falava nada, embora estivesse olhando pra ele com olhos de desespero. Ele a levou para o navio, e se trancou dentro de um dos quartos com ela. Heather chegou depois, e então Eric pediu que ela ficasse com Evelin, enquanto ele acabava com tudo aquilo de uma vez. O modo mais fácil de acabar com os canibais era lutando, especialmente com facas. Eric, Todd e Kahn eram a única salvação dos poucos sobreviventes. Os três mandaram que todos se trancassem nos aposentos do navio, enquanto lutavam. Alguns minutos depois, todos os canibais que estavam ali morreram. Mas Kahn foi junto com eles. Durante alguma parte da luta, vários canibais foram pra cima dele, numa tentativa desesperada de sobrevivência. Eric e Todd subiram até o navio, para avisar que estava tudo bem, e para avisar sobre Kahn. Eric foi ver como Evelin estava.

- Heather, tudo bem, pode sair. Eu vou cuidar dela agora. – disse ele.
- Eric... Ainda temos que sair daqui... A cada dia que passamos aqui, é alguém que perdemos... – disse Evelin, com dificuldade.
- Não devia se preocupar com isso. Heather tirou as balas? – disse ele.
- Sim, e está doendo muito... – disse Evelin.
- Calma... Vai ficar bem... Já acabou, estamos salvos. - disse Eric.
- Eric... Obrigada... – disse ela.
- Mas por quê? – disse ele, sorrindo.
- Desde aquele tempo, você sempre veio me ajudando... Sabe, você me fez apagar o fantasma do Kiev... – disse Evelin.
- Shh... – disse ele, colocando a mão na boca dela.
- E aí... Tudo bem com ela? – disse Todd, entrando.
- Eu estou bem. – disse Evelin, dando um leve sorriso.
- Vamos ter que sair do barco, pra poder destruí-lo e pegar as madeiras. – disse Todd.
- Está bem. Me ajude aqui. – disse Evelin, se apoiando em Eric.

No dia seguinte, eles começaram a construir um novo barco. Passaram o dia inteiro trabalhando, e no fim da noite planejaram a viagem de volta. De manhã, no dia da viagem, Evelin e Todd pegaram a peça, no acampamento dos caçadores. À tarde, todos seguiram viagem até a cidade de onde partiram. Quando chegaram, dois dias depois, muitos familiares que souberam do acidente estavam esperando os sobreviventes, mas muitos se decepcionaram, devido a enorme quantidade de pessoas que morreram na luta entre eles e os caçadores. Abigail foi pessoalmente até lá, ver como os exploradores estavam. Eric, Todd, Evelin e Heather voltaram com ela. Ao chegarem a Londres, Abigail ficou muito feliz, já que apesar de tudo, seus exploradores estavam vivos e com a peça. Heather foi convidada para entrar no grupo, mas não aceitou, disse que ia passar uma temporada com a família, na Austrália. Evelin dessa vez ficou na Inglaterra junto com os outros. Dessa vez, eles ainda estavam pensando para onde ir procurar, já que nenhuma informação apareceu sobre as outras três peças.

End Of Chapter II.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 15, 2007 4:34 pm



Parte I – O Castelo Morthmer

Depois de quase dois meses parados, os exploradores finalmente acham alguma coisa. Há um mês, Abigail ficou doente, e não teve condições de procurar nenhuma informação, então essa parte do trabalho ficou para Eric, que tinha mais experiência nisso. Ele se centrou na peça que deveria estar na Oceania. Descobriu algumas locações por onde a pedra tinha passado nos primeiros séculos em que foi perdida.

- Tem um castelo, o último lugar pelo qual a peça tinha passado, ainda no século XVII. Desde então, a peça não foi vista em lugar nenhum, o que dava fortes suspeitas de que ela possa estar lá ainda. O Castelo Morthmer foi construído em cima de formações rochosas, muitas delas, cavernas subterrâneas que em certas épocas do ano, ficavam submersas. Ele pertencia a uma família de nobres, e o último a morar lá foi Henry Morthmer, que seria o 17º da linhagem, e herdeiro total dos bens. O castelo constantemente era alvo de ataques dos reinos inimigos, por isso, além de muitas passagens secretas, era cheio de armadilhas. Há dez anos atrás um grupo de exploradores foi até lá, pra descobrir alguns mistérios do castelo. Desde então, nunca mais se ouviu falar deles. As pessoas que moram em vilarejos próximos, acreditam que eles nunca saíram de lá. Quais as nossas chances? – Eric passou os fatos.

- Credo!... Cada vez isso piora... Primeiro ninjas malucos, depois uma ilha de canibais, e agora o castelo do Frankstein?! – disse Todd, desanimado. – Vai ver, deve ser cheio de zumbis usando armaduras.
- Não deve ser tão ruim, pelo contrário, adoro brincar com armadilhas. – disse Evelin.
- Parece que a maioria das passagens leva até as cavernas. – disse Eric. – e quanto aos zumbis, acho meio difícil. O lugar está completamente abandonado. Desde o episódio dos exploradores, ninguém, ninguém mesmo, foi até lá.
- Até agora. – disse Todd. – E nem temos certeza se a peça está lá.
- Ah... Vamos... Vai ser ótimo! – disse Evelin, dando um sorriso maléfico – Quando partimos?
- Vamos embarcar para a Austrália amanhã à noite. Quando chegarmos lá, seguiremos de carro até o castelo. – disse Eric, entregando as passagens. – Já vou indo, está tarde. Vejo vocês amanhã no aeroporto.

No dia seguinte, pela manhã, alguém bate na porta do quarto de Eric.

- Oi! Não esperava você. – disse ele.
- Ah... Então eu... – disse Evelin, querendo ir embora.
- Ei... O que você tem? – disse Eric. – sempre que fala comigo muda totalmente.
- Como assim? – disse ela.
- Não sei... Fica tímida e... Tem algo que queira me dizer? – disse ele.
- Mas o que está insinuando?! – disse ela, brava. – Só vim aqui pra saber mais do castelo, mesmo com as informações que você me deu, ainda é perigoso.
- Ah... Claro. – disse ele, com um sorriso duvidoso. – Não há como saber onde ficam as armadilhas, não há mapa algum. Era só isso?
- Não... Você não entende. Se as tropas dos reinos inimigos invadiam o castelo, com certeza tem alguma armadilha na entrada e no salão principal, não acha? – disse ela.
- Isso nós descobriremos amanhã. – disse Eric. – Já acabou?
- Seu idiota. – disse ela. – Já vou indo. Obrigada por me dizer nada.
- Ei! Desculpe... É que eu achei que... – Eric foi interrompido.
- Que eu vim aqui pra dizer algo sobre nós? Esqueça. – disse ela, indo até a porta.

Mal ela pegou na maçaneta, ele a segurou e deu um beijo. Ela bem que poderia se esquivar, mas ela queria aquilo tanto quanto ele.

- Eu... Te vejo à noite. Tchau! – disse ela, meio sem jeito, saindo.

Eric deu um sorriso. Á noite, os três embarcaram em direção à Austrália. Quando chegaram lá, no dia seguinte, esperaram chegar a tarde, para poderem seguir a viagem de carro. Quando estavam saindo, receberam a visita de Heather, que tinha ido passar um tempo com os pais. Eles contaram tudo sobre o castelo e a peça e novamente pediram pra que ela os acompanhasse. Ela hesitou um instante, mas acabou aceitando. Então os quatro chegaram por volta das dez da noite no Castelo Morthmer. Era bem ao estilo Transilvânia, com estátuas de gárgulas e uma aparência sombria, sem falar da sujeira por todos os lugares. Ao contrário do que Evelin pensava, não havia nada na entrada, pois havia uma alta grade em volta da casa. Eles chegaram à sala de entrada e viram as várias estátuas medievais, quadros, tudo muito clássico, já que a última pessoa a morar aqui viveu no século XVIII. Eles andavam cuidadosamente, pois além de ser tudo escuro, o chão era tão velho que ficava rangendo sempre que alguém dava um passo. Finalmente, chegaram até um dos vários quartos do castelo, e ficaram ali durante a noite. Embora o cenário fosse assustador, todos tiveram uma noite tranqüila, sem imprevistos. Estava tudo sob controle... Por enquanto.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Set 29, 2007 2:21 pm

Parte II – Estranhos

No dia seguinte, eles começaram a vasculhar a casa. Não acharam nada além de estátuas, quadros e móveis velhos e cheio de poeira. Olharam papéis, livros, mas não havia nada de importante, nenhuma anotação falando de alguma passagem secreta ou algo assim.

- Sendo assim... Vai ver não tem nenhuma passagem, nenhum esconderijo e vai ver a peça também não está aqui... Então vamos embora! – disse Todd, que não tinha gostado do lugar.
- “Sendo assim”... Passaríamos mais tempo procurando, porque tudo que descobrimos apontava para esse lugar, e não vamos sair daqui até que achemos à peça. – disse Eric. – Se quiser sair cedo daqui, comece a procurar e reze para a peça estar no primeiro lugar que procurarmos.
- Já olhei os quartos com a Evelin, mas não achamos nada. Derrubamos os livros da estante para ver se algum não abria alguma porta... Examinamos as estátuas uma a uma... Quadros, paredes... E nada... – disse Heather.
- Os aventureiros de que lhes falei... Eles deixaram algumas informações... – disse Eric.
- O que? – perguntou Evelin.
- Não sei exatamente... Na época, muitos outros caçadores de recompensas queriam uma estátua que estava aqui... Não era a nossa peça, mas também era muito valiosa. Para não deixar que nenhuma informação chegasse até os outros aventureiros, eles criaram uma espécie de código... Sei que deve haver alguma coisa falando das passagens... Mas não faço idéia de como traduzir isso... – disse Eric.
- Vamos procurar mais... Talvez apareça algum papel com desenhos... – disse Evelin, saindo com Todd.
- Eric... Aconteceu alguma coisa? Você está tão pálido... – disse Heather.
- Eu? Sério? Não, não tô sentindo nada... – disse ele, achando estranho.

Após algumas horas, Evelin e Todd acharam papéis, provavelmente escritos pelos Morthmer, em uma língua meio estranha parecida com latim, e algumas folhas possuíam desenhos, provavelmente das armadilhas. Eles levaram para Eric ver, mas ele tinha sumido, não estava em lugar nenhum.

- Eric! – Evelin gritava pelo castelo. Era tudo muito grande, ele poderia estar em algum lugar do outro lado da construção e nem estar ouvindo nada.
- Ele deve ter isso explorar as outras torres, o castelo é enorme... Não precisa se preocupar não... – disse Todd. Quase duas horas depois, Heather aparece dizendo que viu Eric na torre sul do castelo, mas não parecia nada bem.
- Por que não o trouxe? – disse Evelin, preocupada.
- Ele estava amarrado... – disse Heather, meio assustada. Ao saber disso, Evelin correu o mais depressa possível até a torre sul, para ver como Eric estava. O fato de ele estar amarrado realmente era preocupante.
- Isso explica minha teoria... – disse Todd. – Evelin não estava errada em relação às armadilhas na entrada: elas realmente existem. Quase ninguém sabe, mas tenho mania por organização, e não foi difícil perceber que parte do mato na entrada estava esmagada, como se alguém tivesse entrado por ele, por algum motivo, talvez as armadilhas. Bom, o tapete estava com algumas manchas, no começo achei que eram do Eric, que tinha entrado na minha frente, mas reparei que não tínhamos passado por nenhum canto com lama. Bem, isso não é nada... Todas as prateleiras e cômodas já estavam bagunçadas quando chegamos, e os móveis possuíam marcas, como se alguém tivesse passado a mão por eles, tirando parte da camada de poeira, e isso prova que foi recentemente. A única coisa que eu ainda não sei é o que eles estão procurando... O castelo é cheio de coisas, deve haver algo a mais do que a peça.
- Por que não nos falou antes? – disse Evelin, com raiva. – Assim não nos separaríamos...
- Ela tem razão... Mas deixa pra lá... Ele estava ali quando o encontrei... – disse Heather, se aproximando de uma das salas da torre.

Quando entraram, Eric estava no chão, amarrado nas estruturas da lareira. Ele estava suando frio, e estava extremamente pálido. Evelin o soltou e o apoiou na mesa, enquanto Heather e Todd o examinavam. Eles recolheram amostras de sangue para poder examinar se ele havia sido contaminado com alguma coisa.

- Eve... – Eric tentava falar. – Vão... Emb... Embora... Rápido...
- Não... Vamos ficar juntos... Vamos achar a peça e acabar com quem quer que seja... E você vai ficar bem... Eu prometo. – disse ela, abraçando Eric.
- Erm... Eric, você sentiu algum tipo de picada, pouco antes de sentir esse mal-estar? – perguntou Heather, meio sem jeito por atrapalhar os dois.
- Sim... Nas costas... Antes de você... Me perguntar... Se eu estava bem... – disse Eric, devagar. Evelin olhou, e havia um grande hematoma bem no meio das costas, e um pequeno furo no meio da mancha.
- Acredito que ele tenha sido infectado com um tipo de droga de sono... Mas acho que ele vai ficar bem... Quanto ao hematoma, é só uma mancha de sangue, já que a agulha deve ter entrado em você... Vamos tirá-la agora. – disse Todd, preparando alguns instrumentos de cirurgia.
- Não... É melhor sairmos dessa torre, antes que alguém apareça... Vamos... – disse Evelin, apoiando Eric em seu ombro.

De repente, eles ouviram um grito bem longo, que vinha daquela torre... Quem será?

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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Out 06, 2007 3:50 pm

Parte III – Segredos...

Evelin deixou Todd com Eric e foi em direção ao local do grito, pois achou que poderia ser Heather. Ela chegou a um certo ponto e começou a gritar por Heather, mas ninguém respondeu. O silêncio agora parecia muito comprometedor, já que Heather poderia estar em apuros. Evelin ia voltando quando ouviu um barulho, como uma catraca se movendo. Ela olhou ao redor, mas não viu nada além do corredor empoeirado. Ela tinha quase certeza de que foi Heather, então continuou chamando, até que entrou num outro corredor, mais estreito, e não tinha portas. Ela foi bem devagar, pois poderia ser uma armadilha. E era, mas já tinha pegado outra pessoa, não era Heather. Era uma mulher morena, meio africana, mas já estava esbranquiçada devido à falta de sangue. A armadilha era uma forca, e seus pés estavam inchados, como se o sangue estivesse acumulado lá. Só depois, Evelin teve certeza de que não era Heather, e sim a mulher. Então ela voltou à sala onde Todd e Eric estavam, mas Heather não tinha voltado.

- Ué... Você não foi atrás dela? – disse Todd.
- Mas não foi ela... Foi uma mulher... Ela caiu numa armadilha... Foi enforcada. – disse Evelin. – Vamos logo sair daqui, vamos encontrar Heather pelo caminho.
- Não, não... Vamos ficar aqui... Feche as portas da sala... Pelo menos durante essa noite ficaremos aqui. – disse Todd.
Evelin trancou as portas, e depois que Eric dormiu, ela fechou as luzes e ficou com Todd vigiando, mas ele logo dormiu. Não se ouvia nenhum barulho, a não ser os galhos das árvores batendo na janela. No meio da madrugada começou a chover, meio fraquinho no começo, mas logo se ouviam os trovões. O sol começou a clarear o céu, e quando Todd e Eric acordaram Evelin não estava lá. Na verdade, logo que Todd adormeceu, ela saiu, pois tinha percebido uma coisa: se a tal mulher estava com os pés inchados devido ao sangue acumulado, seria meio improvável que em tão pouco tempo ela ficasse daquele jeito. Evelin também voltou até lá, para saber mais sobre a mulher. No chão, próximo ao corpo dela, havia uma mochila, com algumas coisas: papéis (com os códigos de que Eric havia falado, mas esses tinham desenhos), metralhadora personalizada, e alguns pequenos objetos da casa (jóias, pequenas esculturas, pedras preciosas...). Evelin colocou tudo de volta na mochila e saiu. No meio do caminho encontrou Todd.

- O Eric já acordou, está melhor... Eu ia ver o tal corpo... – disse Todd.
- Não precisa... Já retirei todas as informações necessárias... – disse Evelin, mostrando a mochila.
- Tudo bem... Vamos voltar para a sala... Lá veremos tudo... – disse Todd. Acontece que quando chegaram à sala, Eric não estava lá – Ué... Cadê?
- Era só o que me faltava... – disse Evelin, largando a bolsa na mesa e saindo para procurar Eric.
- Espera! Eu vou com você! – disse Todd, saindo também, e levando a mochila.
- Parados aí! – disse alguém no fim do corredor.
- Quem está aí? – perguntou Evelin.
- Evelin? É você? – perguntou a voz.
- Heather? Sou eu... Está tudo bem... – disse Evelin.
- Bom saber... – uma voz masculina surgiu. Então começaram a disparar tiros contra Evelin e Todd.
- Corre! - disse Evelin, entrando com Todd num corredor paralelo.
- Está com medo? Vai deixar sua amiguinha aqui? – disse a voz.
- É agora... – disse Evelin, sussurrando. Ela começou a atirar contra o homem, fazendo-o cair, mas um dos tiros acertou o ombro de Heather.
- Heather, você está bem? – perguntou Todd.
- Eu... Eu... – Heather queria desmaiar.
- Olha pra mim... Você é mais forte que a dor... Vai ficar bem, você não tem risco de morrer... – disse Todd, pegando Heather nos braços.
- Vá com ela para a sala... Vou ficar para procurar Eric e cuidar desse cara aqui... – disse Heather, recarregando a arma.
- Uh... O que... – o homem estava acordando.
- Vai falando... O que você quer... Por que pegou um de nós? – disse Evelin, chutando-o.
- Eu... Você não vai... Saber de nada... – disse ele, com dificuldade.
- Quem é você?... – disse Evelin, apontando a arma para ele.
- Desista... – disse ele.
- Posso passar dias insistindo com você, mas particularmente prefiro que isso seja mais rápido. – disse Evelin, destravando a arma.
- Sim... Mate-me... O que você tem a perder?... – disse ele.
- Realmente nada... – disse Evelin, atirando. Acontece que ela atirou no chão, próximo a ele, apenas para assustá-lo.
- Foi isso que te ensinaram a fazer? – disse ele, sorrindo.
- Não... Mas se quer realmente saber, continue fazendo esse seu joguinho... – disse Evelin, muito brava.
- Haha... Evelin Hysato... Ex-agente chinesa... Realmente... Uma bela agente... – disse ele, com um sorriso maléfico.
- O que?! Como você sabe?! Fale! – disse Evelin, assustada.
- Eu estudo todas as pessoas com as quais eu possa me encontrar... Eu já sabia que viria até aqui... Mas pelo que eu vejo você não está muito preparada para surpresas... – disse o homem, querendo amedrontá-la.
- Quem é você? O que quer? Vou avisando... Será a última vez que vou perguntar... – disse Evelin.
- Sim, será a última... – disse ele, chutando a perna de Evelin, fazendo-a cair. Ele estava usando um colete à prova de balas, e todo esse tempo esteve fingindo.
- Muito esperto, mas me subestimou... – disse ela, atirando nas costas dele, fazendo-o cair.
- Isso não vai me matar... – disse ele.
- Não vou matar você... Ainda não... – disse ela, amarrando-o – Antes quero que veja uma coisa.
- O que vai fazer? – disse ele, achando estranho. Evelin o levou até o corpo da garota.
- Reconhece? – perguntou ela.
- O que?! O que você fez com ela?! Sua maldita! – disse ele, descontrolado.
- Tem mais um comigo... Não vai querer que ele acabe assim, Vai? – ela mentiu – Vamos... Fale...
- O que quer saber afinal? – disse ele, desistindo.
- Tudo o que estiver disposto a contar... – disse ela, sorrindo maleficamente.
- Eu não estou procurando a mesma coisa que você... Eu não sou caçador de recompensas... Estou estudando a mansão... As armadilhas... – disse ele.
- E quem mandou? – perguntou ela.
- O cara que me mandou... Ele sim quer a tal peça... Mas não me mandou para roubá-la... Ele mesmo vai fazer isso. – disse ele.
- E por que querer fazer algo que outra pessoa poderia ter feito? – disse Evelin.
- Porque ele quer você. Ele está envolvido com a gangue de ucranianos que tentou matar você e seu grupo há uns tempos atrás... – disse o homem – A peça é apenas um outro investimento... Ele quer mesmo matar você...
- Hm... E a moça? – disse Evelin.
- Ela... Ela era minha noiva... – disse ele, olhando novamente para o corpo.
- Trabalhava com você? – perguntou Evelin.
- Ela é filha do tal cara... – disse ele – Não teria entrado nisso se não fosse por ela.
- Ridículo... – disse Evelin, não muito surpresa. – Quero todas as informações sobre as armadilhas...
- Não... Você vai me deixar ir... Eu vou terminar isso por ela, e você vai pagar! – disse ele, se debatendo. Ele acabou derrubando Evelin e correu.
- Vai deixar seu amigo comigo? – disse ela, insistindo na mentira.
- Eu vim sozinho com ela. – disse ele, sorrindo. Evelin foi atrás dele, e o empurrou contra uma parede.
- Só me responda mais uma coisa e deixo você ir. – disse Evelin – O que tinha naquilo que você injetou em um dos meus amigos?
- No seu namorado? Ele vai ficar bem... Bem mal... – disse o homem, rindo – Com todo esse tempo desde que injetei aquilo nele, ele só deve durar mais uns dois dias... Uma pena, não?
- O que?! Seu maldito! – disse Evelin, apontando a arma pra ele.
- Você realmente não mete medo em ninguém... – disse ele, ferindo Evelin com uma faca. Depois saiu correndo. Evelin atirou, mas nenhuma bala acertou o homem.
- Não... Isso só pode ser brincadeira... Não... Eric... – disse ela.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Out 27, 2007 4:34 pm

Parte IV – A Caverna

- E você não matou o cara? O que tá havendo? – perguntou Todd, depois de ter ouvido toda a história.
- Eu preciso dele vivo... Ele sabe sobre as armadilhas e passagens... Mas o Eric... Juro que da próxima vez que me encontrar com aquele cara, ele vai morrer de uma forma que nunca imaginou, nem nos seus piores pesadelos... – disse Evelin, enquanto Todd fazia um curativo na perna dela, que foi acertada com a faca.
- Eu sinceramente não percebi que era um vírus... Mas eu não tinha os materiais necessários pra examinar direito... – Todd se lamentou.
- A culpa não foi sua... Quer dizer, poderia ter avisado sobre a sua teoria antes, mas isso não ajudaria em nada... Ele tem acesso às passagens secretas, tem uma vantagem sobre nós... Ele pode estar nos observando... – disse Evelin. – E ele sabe quem nós somos... Ele sabe quem eu sou.
- Mas você falou que vem um cara te matar... Talvez seja por isso... Ele passou as informações... Por isso aquele cara sabe... Mas talvez não conheça os outros... Eu, Eric, Heather... – disse Todd.
- Ele deve ter informações sobre vocês também... Mas, claro, eu sou a principal pra eles... – disse Evelin.
- Está pronta? Quer dizer, o tal cara pode aparecer a qualquer momento... – disse Todd.
- Eu sei... Eu estou sempre pronta... – disse Evelin. – Mas agora eu estou indo procurar Eric.
- Não... Eu vou ficar aqui com a Heather... Agora pouco ela estava tendo umas alucinações, mas foi por causa da anestesia, não se preocupe... Mas descanse... Você já fez mais do que pretendia... – disse Todd.
- Está bem... Mas se eu cair em sono profundo, por favor, me acorde daqui à uma hora... – disse Evelin, deitando em uma grande poltrona.
- Está bem... – disse Todd. Não passou 1 minuto e Evelin caiu em sono profundo. O estranho é que Todd olhou para ela com um olhar incriminador e saiu da sala. Pior ainda, quando ele facilmente abriu uma passagem secreta, movendo uma pá, próxima a lareira, na sala ao lado. A pá era uma espécie de alavanca, que abria uma passagem logo no final do corredor onde estava a garota morta.
[...]
- Uh... Deus... Acho que dormi demais... Cadê o Todd?... Aquele idiota... Não me acordou... Mas eu me sinto tão mal... – disse Evelin, meio enjoada.
- Evelin... – disse baixinho uma voz no fim da sala.
- Heather?! Você acordou... Que bom... Está tudo bem?! – disse Evelin, ajudando a amiga a sentar.
- Sim... Todd me deu um remédio meio forte... Fiquei muito cansada, mas parece que fez efeito agora... – disse Heather.
- Pra que era? – perguntou ela, achando estranho.
- Ele disse que era um composto... Ajudava a coagular o sangue da ferida e aliviava a dor... Bem, a dor aliviou e o sangue estancou... Eu só não esperava ficar tão sonolenta... – disse Heather.
- Hm... Ele deveria ter ficado aqui... Ele me disse que você estava tendo alucinações... E agora some desse jeito... – disse Evelin.
- Será que... – Heather pensou no pior.
- Não... O negócio deles não é com vocês... Eu estava dormindo... Era a chance perfeita para me matarem... Mas estou aqui... Todd deve ter ido procurar Eric, ele viu que eu estava preocupada... – disse Evelin.
- Eric ainda não apareceu?... Nossa... – disse Heather.
- Isso está tão estranho... – disse Evelin – Você já está bem mesmo? Quero procurar pelos garotos?
- Sim, sim... Eu vou com você... – disse Heather.

As duas saíram da sala em direção a outra torre, pois naquela aparentemente não havia nada. Uma pena que Todd se descuidou e deixou a passagem aberta.

- Não acredito! Esse tempo todo e nós não vimos isso?! – disse Evelin.
- Todd viu... Ainda bem... – disse Heather. As duas entraram pela passagem – Nossa... É tudo tão grande...
- Não é só uma caverna subterrânea, ela se estende pelos andares... É quase uma pequena montanha... Vê lá embaixo?! Está tudo debaixo d’água... – disse Evelin.
- Daqui podem-se achar todas as passagens secretas da torre... – disse Heather, apontando para alguns túneis, por onde saíam as passagens secretas daquela torre.
- Não há nada aqui... Acho que eles entraram por outra passagem... – disse Evelin.
- Evelin! – disse uma voz, no fundo da caverna – Siga-me!
- Eric?! É você? – perguntou ela, tentando ver de onde a voz vinha.
- Sim... Não dá tempo de explicar... Vem! – disse ele. Evelin começou a descer pelas paredes da caverna, e Heather tentou descer pelas inclinações, pois não podia forçar o braço.
- Heather... Se achar que não pode vir, não precisa... – disse Evelin, já dentro d’água.
- Não, tudo bem... – disse Heather, quase chegando – Vamos lá.
- Fique atrás de mim, certo? – disse Evelin.
- Mas... Eric está logo ali... – disse Heather, apontando para uma sombra no fim da caverna.
- Eric... Que boa surpresa seria... – disse Evelin, acertando um soco no homem – Se você fosse ele!
- Hahaha... Como descobriu? – disse o homem. Não era o mesmo com que Evelin tinha se encontrado no corredor.
- Por causa da sua falta de talento... – disse Evelin, derrubando o homem novamente.
- Ah, meu Deus... Então estamos sozinhas de novo? – perguntou Heather.
- Parece que sim... Mas entre ficar sozinha e se deparar com esse tipo de coisa... Antes só do que mal acompanhada... – disse Evelin.
- Parece que não mudou nada... O gênio forte de seu pai e a beleza de sua mãe... Preferia quando você era só uma garotinha... Ainda posso lembrar dos seus olhinhos grandes vendo seus pais morrerem... Você lembra?... Ora, não deveria ter ficado tão triste... Convivendo com aquelas pessoas tão más... – disse o homem, que parecia conhecer tudo sobre Evelin – Você ainda lembra, Eve?
- Não! Não pode ser você! De novo não! – disse Evelin, quando o homem ficou de frente para a luz.

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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sex Nov 02, 2007 1:02 pm

Parte V – De Volta Ao Passado

- É realmente incrível! – dizia Todd, explorando as cavernas subterrâneas. Ele e Eric estavam juntos, e como nada mais podia ser feito naquele momento, eles apenas rondavam as cavernas em busca dos caras desconhecidos e das garotas.
- Sabe... Será bem melhor pra nós se deixarmos esse pessoal pegar a peça... Podemos pegar deles depois... E estamos em vantagem, porque já temos duas, e eles, no momento, não têm nenhuma. Sempre somos nós que ficamos com o trabalho difícil... E sempre algum de nós se prejudica... É hora de deixar uma parte do sacrifício pra eles... – disse Eric.
- Muito inteligente Eric... Se você não estivesse pra morrer e a Evelin não estivesse prometida de morte por esse povo! – disse Todd – Será que você não percebe! Eu e Heather não vamos pegar esses caras... E temos que achá-los, e ver se eles têm algum antídoto pra esse seu mal... Você só pode estar brincando... Acho que o veneno atingiu seu cérebro...
- Detalhe: Eu estou bem e a Evelin não vai se render tão fácil. Com ou sem ameaças ou venenos, eles sempre virão atrás de nós, pelas peças que já temos, e assim como das outras vezes, não vai dar em nada. – Eric se justificou.
[...]
- Haha... Deve estar se perguntando como eu sobrevivi... Eu respondo: a ganância foi mais forte do que eu. Uma coisa lastimável, não? Quem diria... Tirar forças do interesse... Mas me fale... Ainda sente culpa por ter tentado matar aquele que lhe acolheu? – disse o homem. Não era um homem qualquer, era o velho Chong Kiev.
-... Quer saber... Estou sim muito interessada em saber como escapou daquela... Deve ter sido difícil, não? – disse Evelin, tentando disfarçar a decepção, o medo, a surpresa e todos os sentimentos que estavam se misturando na sua cabeça.
- Bem... Nunca subestime o velho Kiev... Haha... Você quase me assustou... Eles me disseram que eu teria que passar vários meses me recuperando... Mas veja, estou aqui, para lhe dar uma nova chance... – disse Kiev, sorrindo – Mas, vamos, me diga... Se arrependeu, não foi?
- É... Me arrependi... De não ter verificado se eu tinha feito o serviço direito!... Seu idiota, não vê? Sua vez já passou... Estamos muito à sua frente... – disse Evelin, que já estava mais centrada.
- Sua idiota, não vê? – disse Kiev, brincando com as palavras de Evelin – Pouco me importa o valor histórico das peças... Quero saber que valor elas têm hoje... E não me interessa quantas vocês têm... Quero o que ainda posso pegar...
- Não vai pegar nada! – disse Evelin.
- Ora... Soube que está tendo um caso com aquele imbecil... Como era mesmo o nome... Eric!... Não acha que deveria estar com ele agora?... Afinal, são seus últimos momentos... – disse Kiev.
- Eu não estou com ele... O que aconteceu... Não levei em consideração... – disse Evelin – Se me preocupei... Bem, é porque ele é muito importante no grupo...
- Haha... Você ainda sabe mentir, hã? Não mudou nada mesmo... – disse Kiev.
- Diferente de você, eu não misturo meus assuntos profissionais com os pessoais... – disse Evelin, lembrando do que tinha acontecido no passado – Diferentemente do que você pensa, eu estou tão esperta quanto antes... É melhor tomar cuidado.
- Você acha que me assusta?! Acha que me engana?! Acha que eu não sei que está morrendo por dentro, com medo e confusa?! Acha mesmo que eu quero que você morra... – disse Kiev, mais irritado.
- O que?! – disse Evelin, sem entender muito bem.
- Sei o que fiz com você no passado... Sei que nunca vai me perdoar por isso, e que na sua mente eu sempre serei um inimigo... Mas se fui duro com você é porque fazia parte da minha conduta como chefe militar... Fiquei com muita pena de você quando me entregaram... Era tão pequena, tão frágil... Mas deve reconhecer que, apesar de tudo, tudo o que você é hoje, foi graças a mim. – disse Kiev, tentando se explicar. Evelin parou.
- Sim... Você tem razão... – disse Evelin, séria.
- O que? Vai entrar no jogo desse cara? – disse Heather, percebendo que Evelin estava enfraquecendo.
- Heather, você não entende... Durante anos eu servi Kiev como uma escrava... Mas quando eu finalmente ganhei destaque, passei a ser uma agente de confiança dele... Ele confiou em mim, e eu sei que ninguém mais faria isso... Ora, quem iria querer saber de uma órfã fraca e mimada? Se ele não tivesse sido tão duro comigo... Eu jamais teria aprendido a lição... – disse Evelin, olhando nos olhos de Kiev – E por isso, eu o agradeço...
- Evelin, você não sabe o que está dizendo! – disse Heather – Esse cara vai matar o Eric!
- Eric já fez o bastante... E se você ainda não percebeu, é impossível pegar todas as peças. – disse Evelin. Pela primeira vez, depois de muito tempo, seu olhar estava frio, sério – A cada missão alguém morre ou enfraquece. Ainda faltam três peças... Acha mesmo que será possível? Eu tentei, juro que tentei me encaixar a vocês... Gostei de vocês, sempre muito sinceros... Eu é que não fui sincera o bastante... Mas ainda assim mereço agradecimentos... Se eu tivesse saído do caminho de vocês, nem sequer teriam passado daquela floresta africana... Como acham que vão enfrentar o que ainda vai vir? Eu estou tentando me manter viva, e a única forma é reconhecer que, nesse tempo todo, todos os meus “inimigos” estavam certos sobre mim. Não sou mais do que uma arma perfeita de combate, a agente de confiança. Minha vida sem isso não seria nada, aliás, seria um grande poço sem fundo.
- Evelin... – disse Kiev – Foi difícil ter que enganar você naquele tempo... Mas eu sou um mero humano... Deixei-me levar pelo dinheiro...
- Entendo... E isso é uma fraqueza... Eu não esperava isso de você... Depois de todo esse tempo, voltar assim e achar que vai ser fácil, também é um erro... – disse Evelin.
- Sei que não vai... Só quero que entenda o mais rápido possível... A obra desses seus amiguinhos é justa, apreciável... Mas não têm fundamento. É óbvio que daqui a alguns anos novas pessoas irão roubar as peças novamente e começar um ciclo, até que outros idiotas tentem salvar o dia pegando de volta algo que vai acabar perdendo o valor. – disse Kiev.
- Heather... Quando você me conheceu, eu já estava com os garotos... Por isso deve estar achando estranho. Mas quando eles me conheceram, era tão desconfiada deles quanto eles de mim... Só me juntei a eles, porque... Segundo o que Kiev tinha me dito... Minha missão era proteger a peça... E como eles queriam a mesma coisa, achei que poderia facilitar o meu trabalho... – disse Evelin – Só continuei com eles porque fiquei curiosa... Mas eu nunca me apeguei a nenhum, embora não possa garantir que não se apegaram a mim...
- Então você estava mentindo esse tempo todo, também... – disse Eric, que estava ouvindo a conversa há algum tempo com Todd – Foi tudo uma farsa?
- ‘Tudo’ o que?... Eric, não houve nada... Se ouviu tudo que eu disse, sabe que eu jamais iria fazer mal algum a vocês... Me desculpe se você pensou que eu... Que eu gostava de você... Mas a verdade é que nunca senti nada... – disse Evelin.
- Então... Vai voltar comigo? – perguntou Kiev.
- Sim... Mas não pense que vou ajudá-lo nisso. Termine seu trabalho sozinho, pra mim acaba por aqui. – disse Evelin, saindo.
- É o fim da linha pra vocês... Essa peça é nossa... E tenho alguém agora que pode garantir isso. – disse Kiev, vendo Evelin sair.
- Veremos... Não é a primeira vez que vamos atrás de alguma coisa... Se conseguimos sem ela antes, conseguiremos agora também... – disse Eric, enquanto Kiev saía.
- Por que não mata ele logo de uma vez? – perguntou Heather.
- Porque eu não sou do tipo de acerta um golpe pelas costas... Se aquele imbecil tiver que morrer, vai ter que ouvir poucas e boas antes disso... E a Evelin... Aquela traidora... Também vai ter o que merece... – disse Eric.
- Vai matá-la depois de tudo o que ela fez? – disse Todd.
- Ela não faz nada a não ser mentir... Vai ver ela estava nos espionando esse tempo todo... Não posso acreditar que... Confiei nela... – disse Eric, triste.
- Quer saber... Pouco me importa quem fica ou quem sai... Quem morre ou sobrevive... O que me importa é que enquanto cada um estiver vivo vai ter que fazer o possível para pegar aquelas peças... Pode parecer algo sem fundamento, sem sentido, mas se é a nossa missão levar as peças de volta, então é o que vamos fazer... – disse Todd – Com ou sem a Evelin...

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MensagemAssunto: Re: Explorers   Qua Jan 09, 2008 4:09 pm

Parte VI – A Torre Oeste (Final)

No dia seguinte, Evelin e seus novos
parceiros saíram da torre sul em direção às outras torres. A primeira a ser
visitada foi a torre Norte, por onde Evelin e seus antigos companheiros
chegaram. Evelin logo garantiu que ali não havia nada, então eles saíram
rapidamente em direção à torre Leste. Ao chegar lá, viram algo completamente
diferente do que viram nas duas torres anteriores: parecia um imenso calabouço,
cheio de materiais de tortura e celas cheias de caveiras, presas há séculos.

- Aqui não há nada... Vamos logo embora
daqui... – disse Kiev.
- As aparências enganam Kiev... – disse
Evelin – Você deveria saber bem disso...
- Mas não está aqui!... Não discuta! –
disse Kiev. Logo depois, ele parou – Desculpe... Esqueça... Não está aqui.
- Se você diz... – disse Evelin,
olhando fixamente para Kiev – Sendo assim... Vamos para a próxima torre...
- Sim... – disse Kiev. Quando chegaram
à torre Oeste perceberam que ela era a mais luxuosa das quatro torres do
Castelo. Kiev teve um forte pressentimento de que a peça estaria lá, pois
parecia ser a torre onde os Morthmer guardavam suas riquezas.
- Onde está Rick? – perguntou um dos homens
de Kiev, procurando pelo homem que atacara Evelin no corredor.
- Não faço idéia... – disse Kiev – Mas
ele conhece isso aqui, não precisa ir atrás dele...
- Kiev... Quando você vai dar o
antídoto ao Eric? – perguntou Evelin.
- Achei que já tinha se conformado com
o fato de que ele vai morrer... – disse Kiev, suspeito.
- Bom... Sim, mas... Não há porque
matá-lo... Vivo ou morto ele não vai conseguir pegar a peça... – disse Evelin.
-... Se você insiste... Darei o
antídoto logo que isso acabar... – disse Kiev.
- Não vai ser tarde demais? – perguntou
Evelin.
- Vai depender de quanto tempo vamos
continuar enrolando... – disse Kiev – Mas afinal onde está o Rick? Preciso do
mapa das passagens...
- Chefe... Senti que alguém estava nos
seguindo... É bom tomar uma atitude, não acha? – disse Rick, chegando com Eric,
que estava desacordado.
- Oh não... – disse Evelin,
sussurrando.
- O que acha que devemos fazer Evelin?
– perguntou Kiev.
- Eu... Erm... Prendam ele... Podemos
levá-lo conosco, é só pôr uma venda daí ele não vê pra onde nós vamos... Com
ele por perto fica mais fácil de dar o antídoto... – disse Evelin, tentando
achar a melhor solução.
- Como quiser... – disse Kiev,
sorrindo.
- Chefe! Veja!... Há uma passagem
aqui... – disse um dos capangas de Kiev, vendo que a parede no fim do corredor
estava meio solta. Rick largou Eric desmaiado em um canto e correu até a
passagem. Aconteceu que, logo que ele abriu a parede em frente disparou flechas
venenosas, mas Rick não morreu com o veneno, e sim com a flecha que atingiu seu
pescoço.
- Oh... Um a menos... Cada vez vai
ficando mais difícil... – disse Kiev.
- Hm... Mhhmm... – Eric acordou e
tentava falar, mas estava com o saco na cabeça.
- Pensa que eu não sei o que está
tramando?! – disse Kiev, vendo que Evelin olhava pra ele com dó, e empurrando-a
contra a parede – Se você estiver aqui pra espionar, é melhor falar logo e
talvez eu tenha piedade de você...
- Se eu estivesse aqui para espionar,
seria perca de tempo... Vocês estão tão perdidos quanto Eric e os outros. – disse
Evelin, se soltando.
- Não é verdade, Eve... A peça está
logo depois daquela passagem... Segundo meu mapa, era lá que os Morthmer
jogavam as peças quebradas para queimá-las... Com o ouro derretido, eles faziam
novas peças... Mas um ataque ao castelo os impediu de queimar a peça e mais
alguns artefatos sem valor. – disse Kiev.
- Então o que está esperando? Pegue
logo pra sairmos daqui! – disse Evelin, impaciente.
- Seu problema não é querer sair... É
dar o antídoto a esse verme inútil! – disse Kiev, chutando Eric, que não podia
falar.
- Ele não tem que morrer... Nem sabe
onde estamos nem pra onde vamos... Deixe-o aí e vá logo buscar essa peça... –
disse Evelin.
- Eu?!... Hahaha... Viu o que aconteceu
com Rick? Eu não vou correr o risco... – disse Kiev.
- Suponho que quer que eu vá... – disse
o capanga dele.
- Não, não... Se houver armadilhas lá
dentro, a única pessoa que pode se livrar delas é Evelin. – disse Kiev,
sorrindo.
- Escute bem... Se quando eu voltar
você tentar alguma coisa, você vai me pagar por tudo o que eu te perdoei... –
disse Evelin.
- Apenas vá, Evelin... – disse Kiev,
apontando a arma para ela. Evelin abriu a passagem tranquilamente, já que Rick
desarmou a primeira armadilha. Lá dentro era muito quente, pois embora fizesse
muito tempo que a sala não era usada para incineração, lá sempre ficava
fechado, portanto o ar quente não saía. Ela viu várias pilhas de jóias
quebradas e estátuas velhas, então começou a espalhar tudo em busca da peça.

Lá fora, Eric conseguiu se soltar das
cordas que estavam amarrando seus braços, e como estava atrás de Kiev e seu
capanga, ele pôde tirar o saco da cabeça. Ele quis fugir, mas após ouvir toda a
conversa, ele sabia que Evelin estava em perigo e resolveu agir. Kiev foi até a
porta deu umas batidas, esperando uma resposta de Evelin. Lá dentro, ela até
ouviu as pancadas, mas não respondeu, pois ela não ligava pra Kiev. Aconteceu
que, quando ela jogou umas estátuas no chão, ela movimentou uma alavanca que
estava abaixo da pilha de artefatos, mas até aquele instante, nada aconteceu.
Ela passou a ter mais cuidado e foi movimentando as peças uma por uma, até que
achou a outra parte da estátua de Khalif. Ela poderia sair correndo dali, mas a
alavanca poderia ter acionado alguma armadilha perto da porta. De repente, uma
lareira nos fundos da sala começou a queimar, e estava ficando
insuportavelmente quente. Evelin olhou bem para as paredes e para o chão antes
de se aproximar da porta. Antes que chegasse à porta, Kiev bateu novamente.


...Continuação...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Qua Jan 09, 2008 4:11 pm

Continuação - Parte VI - A Torre Oeste (Final)

- Evelin! Responda! – dizia Kiev, lá

fora.
- O forno de incineração acendeu... Mas
eu puxei uma alavanca sem querer e acho que ativei alguma armadilha... – disse
Evelin – Não sei se é seguro chegar até a porta...
- Já pegou a peça? – perguntou Kiev.
- Sim, mas... – mal Evelin falou, Kiev
abriu a porta lentamente, olhou para Evelin, segurou a peça e a empurrou de
volta na sala, trancando-a.
- Obrigada, Eve... Pelo menos uma vez
na vida você me foi útil... – disse Kiev.
- E por que você não faz algo útil
antes de morrer e nos dá a peça? – disse Eric, que tinha ido chamar Todd e
Heather.
- Onde está o meu... – Kiev foi
interrompido.
- Quem? Ele? – disse Eric, apontando
para o capanga de Kiev, que estava desmaiado e com um saco na cabeça.
- Cadê a Evelin? – perguntou Eric.
- Queimando lá dentro... Hahaha... –
disse Kiev, pegando uma arma – Ela sempre foi muito fria, estava na hora de
esquentar um pouquinho...
- Evelin! – gritou Eric, do corredor.
- E... Eric... – dizia ela, tossindo na
sala. As peças próximas à lareira já estavam derretendo e quase não havia
oxigênio lá dentro.
- Se me permite, tenho que levar essa
peça... Não tenho tempo a perder com vocês... – disse Kiev, tentando passar
pela porta, mas Todd o impediu.
- Como se abre a passagem, Kiev? –
perguntou Eric, apontando uma arma para ele.
- É só puxar a ponta na moldura do
quadro... – disse Kiev, sorrindo maleficamente, pois sabia que Eric ia ser
atingido por flechas.
- Que bom... Mas eu sou só um verme
inútil, vou acabar errando... Por que não faz isso? – disse Eric, testando
Kiev.
- Ora, seu... Eu já cansei! – disse
Kiev, atirando na coxa de Todd, que caiu.
- Heather! Não deixe ele sair! – disse
Eric, correndo até a passagem.
- Saia da minha frente sua... – dizia
Kiev, enquanto apontava sua arma para Heather. Ela tropeçou no tapete e caiu
encostada na parede, e quando Kiev ia matá-la, lanças de metal saíram do chão,
entrando por todo o seu corpo.
- Ahhh!... – gritou Heather. Todd se
arrastou até o corredor para ver o que era, e viu Heather presa pelas lanças,
que impediam a passagem.
- Vai ficar tudo bem... Vamos te tirar
daí... Mas eu tenho que ajudar o Eric! – disse Todd, voltando ao corredor da
passagem. Enquanto isso, Eric ia abrir a passagem, quando viu o corpo de Rick
todo flechado no canto da parede. Ele olhou no fim do corredor e viu pequenos
buracos, de onde as flechas saíram. Mesmo suando frio, Eric puxou a tal ponta e
a passagem abriu, sem nenhum truque. Lá dentro, Evelin estava encostada na
porta, muito suada. Eric a tirou e fechou a passagem, deixando as peças
queimarem.
- Respira... Isso... - disse Eric,
vendo que Evelin estava sufocada.
- Está tudo bem aqui? – perguntou Todd.
- Sim... E a Heather? – perguntou Eric.
- Presa por causa de umas lanças no
meio do corredor... A propósito, Kiev já era... – disse Todd.
- A... Ala... Alavanca... – disse
Evelin, tossindo.
- O que? Que alavanca? – perguntou
Eric. Evelin apontou para dentro da passagem.
- Todd, fique com ela, eu já volto. –
disse Eric, abrindo novamente a passagem. Lá dentro, ele olhou todas as pilhas
de artefatos, até que achou a alavanca e a empurrou de volta na posição que
estava antes. Quando saiu, as flechas no fim do corredor novamente dispararam,
mas Eric havia pegado um escudo lá dentro, pois sabia o que ia acontecer. No
outro corredor, as lanças foram desarmadas e delicadamente, Heather pegou a peça
das mãos de Kiev, e o antídoto no bolso dele.
- Estão todos bem? – perguntou Heather,
chegando ao outro corredor – Eric, aqui está o antídoto.
- Evelin precisa ir ao hospital...
Vamos embora logo! – disse Todd.

[Duas semanas depois...].

- Pra mim já chega... – disse Todd –
Cada vez mais essa busca pelas peças piora... Da próxima vez eu vou morrer...
- Pára de fazer drama... – disse
Heather.
- Temos que pegar nosso avião de volta
para a Europa... – disse Eric.
- Vou ficar por aqui... Mas quando
resolverem se divertir de novo, me avisem... – disse Heather, sorrindo.
- Você vem conosco, Evelin? – perguntou
Todd.
- Não... Pra mim acabou... Vou voltar
para minha cidade e quem sabe eu compre um sítio... Vou esquecer a adrenalina
por uns tempos... – disse Evelin, já recuperada.
- Ia mesmo embora com o Kiev se ele
estivesse vivo? – perguntou Heather.
- Sim, mas... Eu não ia ficar com
ele... Só estava tentando arrumar um modo seguro de sair daquele castelo... –
disse Evelin – Mandem lembranças à Abigail...
- Pode deixar... – disse Eric, vendo
que o vôo ia sair – Então... Adeus...
- Até breve... – disse Evelin, sorrindo
– Boa sorte com as outras duas peças...
- Ou beija logo ou vem! – disse Todd,
brincando.
- Erm... Meu vôo já vai sair, tchau
meninas... – disse Eric, sem graça.
- Hahaha... – riu Heather – Por que
“até breve”... Você não estava pensando em se aposentar?
- Sim... Mas às vezes não acontece como
a gente pensa... – disse Evelin, sorrindo – Boa sorte, Heather... Até...

E assim, mais uma vez nossos
exploradores conseguem escapar de mais um desafio... Será que escaparão do
próximo?

End Of Explorers – Oceania.
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Fev 23, 2008 4:13 pm



#Capítulo IV – Europa

Parte I – Teoria da Morte

- Eric! Espera! – disse Todd, correndo no estacionamento da ProEarth – Chegou um novo relatório.
- Sobre o que? – perguntou Eric, dentro de um carro, já saindo.
- Khalif. – disse Todd, sorrindo.
- Sabe que eu não estou mais trabalhando nessa expedição... – disse Eric, sério.
- Mas achei que fosse se interessar, afinal... – Todd foi interrompido.
- Olha, nada que tenha a ver com isso me interessa mais... No fundo a Evelin tinha razão... Nunca vamos conseguir de
fato salvar essas peças... – disse Eric, acelerando – Agora eu vou cuidar da minha vida de professor.

- Droga... – resmungou Todd.

Três meses já haviam passado desde que o grupo se separou novamente. Agora, sem Evelin, só sobraria Eric, Todd e
Heather. O segundo a sair da missão foi Eric, que achava bem mais satisfatório e menos estressante ensinar na Universidade, como professor do curso de História. Todd ainda se interessava muito pelas peças, mas teria que trabalhar
sozinho na Europa, considerando que Heather estava na Austrália. Abigail, a grande chefe de tudo isso, estava muito mal de saúde, e se não se afastasse da ProEarth, poderia piorar seu estado, portanto ela pediu um licença temporária. Todd assumiu a expedição, embora não tivesse muito o que fazer, já que até então não tinham notícia do paradeiro de nenhuma outra peça. Até então. Naquela manhã, um artigo do jornal chamou a atenção de Todd e de mais algumas pessoas que pesquisavam sobre o assunto: Frederic Monaghan, um grande estudioso sobre arqueologia e dono de uma das maiores coleções de artefatos, morreu aos 84 anos, deixando uma grande fortuna histórica escondida atrás de enigmas e pistas. Num dos arquivos principais sobre as Cinco Peças de Khalif, havia algo falando sobre a Teoria da Morte, criada por um colecionador europeu muito jovem para proteger uma das peças que seu pai havia achado. Juntando as épocas em que acharam a peça na Europa, e a idade de Monaghan, Todd chegou à conclusão de que foi Frederic quem criou a Teoria da Morte, e que a peça poderia estar escondida atrás desse enigma. O único problema é que a Teoria da Morte era um dos enigmas menos conhecidos de Frederic, e o próprio colecionador admitiu ser o seu enigma mais difícil, talvez por achar a peça muito importante. O único problema é que Todd não era exatamente um arqueólogo, era apenas um médico com cursos de geologia. Tudo que ele mais queria era ver Eric de volta na expedição, para assim continuar a procura.


[...]

- Leiam o capítulo 29 e respondam às questões. – disse Eric, logo depois que o sinal tocou, indicando o final da aula. Lá fora, Todd o esperava.
- Prometo que não vou falar sobre a peça. – disse Todd, vendo que Eric fez uma cara de bravo.
- Está bem... O que foi? – perguntou Eric.
- O que você sabe sobre a Teoria da Morte? – perguntou Todd.
- Acha que eu não sei que ela está envolvida com a peça? – disse Eric, dando um leve sorriso.
- Hm... Eu realmente preciso de ajuda... Você não trabalha mais na expedição sobre a peça, mas ainda é
funcionário da ProEarth, então tem o dever de me ajudar, mesmo que seja indiretamente. – disse Todd, sério.

- A Teoria da Morte é composta por diagramas extremamente complicados... Em toda a Europa estão espalhadas 15
pistas, mas após anos de procura, só se acharam sete. Segundo Frederic Monaghan, o criador, as 15 pistas juntas e os diagramas completos deixam a busca pela peça trilhões de vezes mais fácil... Mas se quer saber, eu acho que
Frederic fez as pistas de acordo com coisas que apenas ele conhecia, para que apenas ele as pudesse encontrar... – disse Eric.

- Viu só? Já ajuda bastante... Agora só falta eu encontrar alguém disposto a encontrar essas pistas... – disse Todd.
- Eu sempre tive muita curiosidade em descobrir sobre esse enigma... – comentou Eric – Uma pena que eu esteja fora da
expedição... Então, boa sorte Todd.

- Ahá!... Você quer voltar... – insinuou Todd.
- Eu jamais voltaria... – disse Eric – Só estou me oferecendo caso você consiga juntar as pistas... Daí eu ajudaria a decifrar... Como se fosse um passatempo.
- A verdade é que você adorava todas aquelas aventuras, e ficou com raiva porque a sua namoradinha largou você e
essas peças fazem você lembrar dela... Admita. – insinuou Todd.

- É melhor aceitar minha ajuda antes que eu me arrependa! – Eric ficou bravo.
- Ai... Está bem... Vou ligar pra Heather, ela me disse que se eu achasse algo sobre a peça avisasse-a... Pelo menos
alguém nesse mundo me ajuda... – disse Todd, saindo, meio irritado.


[...]

- “Claro!... Adoro aquelas aventuras...!” – falava Heather, ao telefone, empolgada.
- Que bom... Mas... Eric não vai participar... Você deve imaginar por quê... – disse Todd.
- “Não tem problema... Prometo que vou ajudar você. Tenho que ir agora, nos falamos depois, tchau.” – disse Heather,
desligando.

- Pra onde está indo? – perguntou Eric, entrando.
- Heather vai chegar amanhã, daí nós vamos até a Itália... Onde devemos encontrar seis pistas das que já foram encontradas, num museu... – disse Todd.
- Você nem parece mais aquele tonto de meses atrás... Tinha tanto medo de continuar procurando as peças que pensou em
desistir... E agora procura sozinho e nem liga... – comentou Eric.

- Nós dois sabemos que essa pode ser a maior descoberta da ProEarth... Salvar essas peças e levá-las de volta pra onde
estavam é a nossa prioridade... Bom, pelo menos era... – disse Todd.

- Ainda é... Pode me escalar pra essa expedição? – disse Eric, meio sem jeito por ter voltado atrás.
- Haha... Bem vindo de volta, parceiro... – disse Todd, sorrindo.

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MensagemAssunto: Re: Explorers   Qui Fev 28, 2008 4:05 pm

Parte II – O Segredo do Museu

Naquele mesmo dia, Heather chegou à ProEarth, e lá encontrou Todd e Eric. No dia seguinte, ainda de madrugada, os
três pegaram um vôo para Madri, para examinar as seis pistas que estavam em exposição no museu da cidade. À tarde, foram ao museu, mas havia certo tumulto na porta.


- Boa tarde... Erm... Nós viemos ver as pistas da Teoria da Morte... Nós falamos com o curador do museu... – disse Todd.
- Sim, eu sou o curador, lembro que ligou... Mas uma das pistas sumiu hoje por volta das duas da manhã... Infelizmente vão ter que esperar até amanhã para ver as outras cinco pistas... – disse o curador.
- Não sabem como sumiu? – perguntou Eric.
- Não... Desligaram o sistema de câmeras, e dois dos nossos seguranças estavam amarrados e trancados da nossa
sala de segurança... – disse o curador.

- Hm... Então... Vamos ter que voltar amanhã... Obrigado e até logo. – disse Todd, indo embora com Eric e Heather.
- Estranho, não? – Heather se perguntava, logo depois de entrar no carro.
- Na verdade não é tão estranho... É óbvio que nós não somos os únicos a procurar as peças de Khalif e muito menos
os únicos a tentar desvendar a Teoria, acontece que muitas pessoas interessadas vão muito além de nós... – disse Todd.

- E o pior, é que se conseguirem desvendar a Teoria antes de nós, vão ter o caminho livre pra achar a próxima peça... – disse Eric.
- Afinal... Por que se chama Teoria da Morte? – perguntou Heather.
- Foi a última charada criada por Frederic Monaghan... Ele passou tanto tempo empenhado nessa teoria que adoecia
várias vezes e nunca se tratava... Aconteceu que ficou tão doente que pouco tempo depois de terminar a teoria, acabou morrendo... E os conhecidos batizaram o enigma de Teoria da Morte... Mas não sei por que chama de teoria... Deveria
ser Enigma da Morte. – disse Eric.

- Ainda bem... Achei que quem morreria éramos nós... – disse Heather, aliviada.
- É... Talvez não morramos pela teoria... Mas quem sabe por quem a procura... – disse Todd.
- Não me assuste... – resmungou Heather.

[... No dia seguinte...].

- Lá vamos nós de novo... – disse Todd, indo até a entrada do museu.
- Ah, bom dia signore... – disse o curador, que tinha sotaque italiano – As visitas já estão liberadas... Mas este horário está reservado para outra pessoa... Lamentamos novamente, mas ela pagou uma fortuna só para ter uma hora sozinho com as Seis Pistas da Teoria da Morte... Mas não se preocupem, podem visitar o museu à vontade, logo vocês vão entrar lá... – disse o curador.
- Hm... E quem pagaria uma fortuna por seis pedaços de papel? – perguntou Todd.
- Para ver o que está escrito neles... Duh... – brincou Heather.
- Engraçadinha... Vamos ficar aqui e descobrir quem é essa pessoa... – disse Todd.
- Escuta... Vocês não chamaram a Evelin? – perguntou Heather.
- Não... – Eric foi direto.
- Bem... Eu bem que queria, mas o Eric... – brincou Todd – Olha, lá está!
- Hm... – Heather ficou olhando. Um homem branquelo e magro saiu da sala. Logo depois, o curador fez um sinal para
que os três entrassem.


[...]

- Você ficou olhando... Por acaso conhece ele, Heather? – perguntou Todd.
- Não... Não tenho certeza... Mas não me é estranho... – disse Heather.
- Vejam só... Temos cinco pistas... – disse Eric, olhando as vidraças onde as pistas estavam expostas – Podemos
seguir a ordem... Como a pista I não está aqui, vamos pra II...

- Hm... E o que diz aí? – perguntou Todd.
- “Holókauston”... Só isso... – disse Eric, meio desapontado.
- Holocausto... Um tipo de sacrifício onde as vítimas são queimadas por inteiro, ou talvez um massacre... – disse
Todd.

- Muito comum no nazismo alemão... O holocausto de judeus e negros... – deduziu Eric – Pode ser...
- Então nosso próximo passo é a Alemanha? – perguntou Heather.
- Não, não... Vejamos o resto... – disse Eric – A próxima é a pista V.
- “Októgono”... – disse Eric – Mas só há uma palavra em cada pista...
- Polígono de oito lados... Oito pistas talvez... – disse Todd.
- Formando um octógono... Talvez seja a localização inicial... Onde Frederic as colocou quando estava montando a teoria... – disse Eric.
- Qual vem agora? – perguntou Heather.
- A pista VI... “TaediumVitae”... O Desgosto da Vida... Essa é pessoal, com certeza... – disse Eric.
- Agora temos que procurar qual era o desgosto da vida do Monaghan... Essa é boa... – disse Todd.
- Essa agora... A pista VIII... “Ante Meridiem”... Antes do meio-dia... – disse Eric.
- Não faço a mínima idéia do que signifique... – disse Todd.
- A quinta e última... – disse Heather.
- A pista XV... “Morte”... É bem sugestivo... A última pista, o fim... Mas eu não entendo como elas vão ajudar a encontrar a peça... – disse Eric.
- E num papel tão grande... Por que só uma ou duas palavras? Será que não tem mais no verso? – perguntou Todd.
- Está dentro do vidro... Não podemos tocar... – disse Eric. Ele examinou o vidro por alguns instantes e viu que uma parte dele estava solta – Olha... Alguém mexeu aqui...
- Vai ver foi no roubo... – disse Todd.
- Não... Já teriam consertado... Aposto que foi aquele cara... – insinuou Eric.
- Ora, então nós podemos mexer também... – disse Todd.
- Vejamos... – disse Eric, levantando o vidro lentamente. Ele levantou o vidro e pegou a última pista, e começou a examinar.
- Achou alguma coisa? – perguntou Heather. Ela nem deu atenção à resposta de Eric, porque teve a leve impressão de ver um dos quadros da parede se mexer. Ela andou lentamente até lá e afastou o quadro, revelando uma passagem. Os dois rapazes
olharam também.

- Então alguém tem um acesso VIP ao museu a hora que quiser... – insinuou Todd – Vamos ver então quem é o espertinho que anda nos atrapalhando...

To Be Continued...
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MensagemAssunto: Re: Explorers   Sab Abr 19, 2008 9:09 pm

Parte III – Ante Meridiem

- Está muito escuro aqui. – disse Heather, verificando a entrada da passagem atrás do quadro.
- Não trouxemos lanterna... E quer saber, não adianta, não deve ter mais ninguém aí... – disse Todd – Vamos, volte.
- OK... Mas, voltando ao assunto das pistas... Elas podem significar um monte de coisas, como nós vamos saber? – perguntou Heather, voltando à sala.
- Vamos tentar todas as opções... Teremos todo o tempo do mundo pra encontrar essas pistas e achar a peça. – disse Eric – Sigamos a primeira, “Holókauston”... Você falou algo sobre a Alemanha, Heather?
- Todd disse que durante o nazismo os alemães fizeram um massacre com os judeus, mas eu andei pensando e acho que talvez não seja isso... Acho que está relacionado a um massacre numa pequena cidade... Eu e meu falecido marido estávamos atendendo a população num posto de saúde da cidade e eu ouvi falar que dezoito pessoas haviam morrido, e entre os nomes das vítimas tinha um Patrick Monaghan... Ele pode ser da família de Frederic Monaghan, e pelo fato não ter sido divulgado na época, provavelmente ele achou que... – Heather ia continuar, mas parou de repente.
- Achou que..? – insistiu Eric.
- Já sei de onde eu conheço aquele homem que estava na sala! Sim, o nosso próximo passo é Gdynia, na Polônia. – disse Heather.
- Se você diz... Vamos correr pra lá... – disse Todd.

[...]

- Seu apfelstruder, senhorita. – disse o garçom, servindo a comida.
- Obrigada. – respondeu a moça.
- Bom dia... O resto das mesas está ocupado, posso dividir essa com você? – perguntou um homem, chegando à mesa.
- Sim, à vontade. – disse a moça, tranqüilamente.
- Sou Renard... – disse o homem.
- Me chamo Evelin. – disse a garota.
- O que faz na Alemanha? Negócios? – perguntou Renard.
- Férias. – disse Evelin – Com licença, já acabei. Até logo.
- Até... – disse Renard, vendo-a ir até o caixa.

[... À noite...]


- Aquela viagem me deixou uma pilha de nervos... – disse Todd, deitando na cama, no hotel.
- Partiremos para Gdynia amanhã de manhã. Heather, o que você acha que vamos encontrar? – perguntou Eric.
- Acho que outra pista, provavelmente a III... – disse Heather.
- Que bom... Vou me deitar, pessoal, boa noite. – disse Eric, saindo.
- Você quase nunca fala nada... De repente está liderando a expedição... – disse Todd.
- Você acha? Eu só quero ajudar... – disse Heather, com um sorriso.
- Ainda não tive a chance de agradecer por ter aceitado meu convite em vir comigo procurar as pistas... – disse Todd.
- Não foi nada... Eu disse que seria divertido... E está sendo. – disse Heather,
sorrindo.

- Pessoal, problemas! O pessoal da ProEarth acaba de informar que roubaram as pistas do museu! – disse Eric, entrando sem bater.
- Caraca! E agora?! – exclamou Todd.
- Calma, nós vimos todas... Precisamos nos concentrar nas que ainda não vimos... Essas sim são importantes. – disse Heather.
- Você não entende... Se eles roubaram é porque há algo mais do que aquilo que nós vimos... Eu sinto que teremos que enfrentar mais alguém... – disse Eric.
- Nem me fala... Heather, afinal quem é aquele cara que estava no museu? – perguntouTodd.
- Dizem que ele é um ladrão de luxo... E que várias das mortes em Gdynia foram por dinheiro... E foram executadas por ele... Por falta de provas, ninguém o prende. – disse Heather.
- E agora... O que a gente faz? – perguntou Todd.

[...]

- “Conseguiu?” – perguntou Renard, por telefone.
- Sim... Foi bem fácil depois que você me entregou as passagens na mesa da cafeteria... – disse Evelin.
- “Estão todas aí?” – perguntou Renard.
- Todas as que haviam no museu... – disse Evelin.
- “Muito bem... Para onde você vai agora?” – perguntou Renard.
- Não sei... Vou dar uma olhada nas pistas e depois vou falar com o Michael. – disse Evelin.
- “Ótimo... Mas eu soube que há mais pessoas procurando a peça... Uns caçadores de relíquias de uma tal ProEarth...” – comentou Renard.
- ProEarth? Hm... Depois nos falamos... – disse Evelin, desligando – Eles não desistem nunca...

[... No dia seguinte...]

- Aqui estamos... Gdynia. – disse Heather.
- E segundo esse mapa aqui é a Praça do Holocausto... – disse Todd.
- Sim, foi aqui que os suspeitos, exceto o Renard, foram enforcados... – disse Heather.
- Hm... Ante Meridiem... – sussurrou Eric, olhando para a igreja em frente à praça.
- Aquela é a igreja onde estão o corpo dos mortos... Eles ficam na torre. – disse Heather.
- Na sombra... – sussurrou Eric.
- Do que você está falando? – perguntou Todd, confuso.
- “Antes do meio-dia”... A torre só fica no sol antes do meio-dia... Vê? É meio-dia agora... O sol está tocando a ponta da cruz da torre... – disse Eric.
- Rapazes... Acho que demos o primeiro passo na caçada à peça... – disse Heather.

To Be Continued...

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